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Alma de Apostador

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V6-MINI

📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️ Conheça L.O.K.I. — A Voz Poética do Trap Conceitual. L.O.K.I. transforma o trap em literatura. Suas letras são crônicas da alma moderna, explorando a complexidade das emoções humanas com uma honestidade brutal e uma caneta afiada. Das sombras da história aos dilemas da humanidade, suas músicas são um convite à reflexão. Se você busca um som que desafia a mente e toca a alma, encontrou seu artista. Olhe sua playlist e ouça as historias que precisam ser contadas: https://suno.com/playlist/00501996-cd7d-45fa-89c2-a2ce15a76397 📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️ [INTRO — A CASA SEM JANELAS Moedas caindo dos caça níqueis, roleta girando, voz de locutor antigo abafada por interferência digital] Senhoras e senhores, façam suas apostas! Mas lembrem-se, a casa sempre ganha! HAHA! estou brincando... E se você perder a casa? Anyway, he we comes! Antigamente eu vendia bilhete, porra... Hoje eu vendo milagre em parcelas! Bem-vindos à nova era, seus filhos da puta! Onde todo mundo quer ficar rico E ninguém tá nem ai pra quem tá ficando rico com isso! [VERSO 1 — DIABRETE JÚNIOR] Eu era um diabrete júnior, pé de chinelo no inferno, Vendia sonho em cartolina, fazia bingo no inverno. Telessena na televisão, coroa enchendo o salão, Apostava uns trocados e voltava com ilusão. Mas o tempo passou, o movimento foi pro caralho, Ninguém queria mais cartela, ninguém sentava no assoalho. Fui seguir a multidão, dei um salto pro digital, Um cassino no bolso e um inferno virtual! *Tim-Tim!Skrrt-Pa!* Os demônios veteranos me chamaram de otário: "Mete bônus na tela deles, deixa o prêmio extraordinário! Dá uma vitória pro trouxa, faz parecer necessário, Se perder o que ganhou, vende outro sonho secundário!" Aprendi essa porra, subi na casta demoníaca, Chifre novo, terno caro, reputação de megalomania. O arrogante quer ser rei, o desesperado quer saída, Eu vendo os dois a mesma merda com embalagem colorida! Dava prêmio de vez em quando, só pra manter a fantasia, Um sujeito ganhava tudo, dez mil bancavam a alegria. O anúncio dizia "Com esse app fiquei rico, mudei minha trajetória", Mas o extrato bancário tava escrevendo outra história! [PRÉ-REFRÃO] Um relógio pela chance, uma aliança pelo sonho, A escritura pelo bônus, o juízo pelo retorno. "É só mais uma, caralho, dessa vez eu vou recuperar!" HAHA! Meu chapa, tua desgraça tá pagando meu jantar! [REFRÃO — ALMA DE APOSTADOR] APOSTA! APOSTA! Quem vai pagar pra ver? A casa tá sorrindo enquanto fode você! APOSTA! APOSTA! Mais uma pra recuperar? Vendeu o próprio mundo, falta a alma pra entregar! *Cash, cash! All in, motherfucker!* Alma de apostador, coração no vermelho, Quer comprar terreno no céu, tá financiando o inferno! Alma de apostador, não consegue mais parar, Quando não sobrar porra nenhuma, tua alma vai ficar! HAHAHAHA! O DELICIA, A CASA SEMPRE GANHA! [VERSO 2 — O MERCADO DAS ALMAS] Primeiro foi o relógio, depois o carro na garagem, Depois os móveis, os retratos, as lembranças da viagem. Quando o bolso ficou vazio, veio a nova promoção: "Crédito pré-aprovado pra você, meu patrão!" Que beleza, que maravilha, que golpe sofisticado! O sujeito vende o futuro pra apagar o próprio passado. Tem maluco hipotecando até o resto da razão, E eu cobrando comissão pela falência da ambição! Na casta demoníaca, virei figurão, Camarote, ouro nos chifres, whisky e mansão. Outros diabretes copiaram meu esquema de sucesso: "Se ele lucra com a desgraça, nós também vamos nessa!" Só que o poder corrompe, e eu perdi a medida, Já não vendia só apostas, negociava outras vidas. Tinha festa atrás de muros, lista VIP, sala fechada, Gente rica comprando silêncio, gente jovem explorada. Lorde Abutre era santo na coluna social, Mas nos fundos do palácio era outro animal. Conde da Ilha colecionava favores e segredos, E o Clube do Bosque brindava enquanto o mundo tinha medo. *Shhh... segredo de Estado!* Eu fechava os olhos, recebia comissão, Chamava tudo de negócio, nunca de corrupção. O mal fica elegante quando veste um bom terno, E tem filho da puta chamando impunidade de sucesso! [VERSO 3 — A QUEDA DOS ÍDOLOS] A música desafinou, os contratos vieram à tona, Os reis do camarote descobriram que a fama abandona. Tanto ídolo vendendo luxo, tanta pose de patrão, Mas os arquivos começaram a desmontar a encenação. *Breaking news! Arquivos vazados!* -Ow...For fuck's sake O Rei do Camarote perdeu sua coroa, O Conde da Ilha não aparece mais à toa. O Clube do Bosque fechou os portões, E os ratos de gravata abandonaram os patrões! Cadê meus contatos? Cadê meus advogados? Cadê os filhos da puta que viviam do meu lado? Meus clientes tão fugindo, meu império tá ruindo, Os diabretes que formei juram que nunca nem me viram! A plateia acordou, a máscara rachou, Quem comprava o espetáculo agora quer saber quem pagou. Meu saldo virou poeira, meu camarote esfriou, A casa perdeu o dono e o diabrete se fodeu! [PONTE — SEM PODER, SEM COROA, O beat morre; moedas caem no chão] Perdi o ouro, perdi o palco, perdi a adoração, Meu poder era alimentado pela humana obsessão. Quando ninguém mais acredita, o feitiço perde a razão, Viro um verme de gravata escondido no porão. Olha só pra mim... que desgraça, que ironia! Passei séculos vendendo uma falsa garantia. Mas tem algo que vocês nunca vão entender, seus otários... Eu não sou humano. [REFRÃO FINAL — A ÚLTIMA FICHA] APOSTA! APOSTA! Quem vai pagar pra ver? Os reis caíram todos, mas ainda há quem queira vencer! APOSTA! APOSTA! O espetáculo acabou! A casa perdeu os donos, mas o desejo não passou!