(estrofe 1) Diante do mistério que envolve o céu profundo, O saber humano caminha humilde pelo mundo; Pois o divino é oceano vasto e fecundo, E nossa mente apenas um pequeno segundo. (estrofe 2) A verdade eterna não cabe na razão inteira, Como o mar não se encerra numa simples fronteira; Quem interpreta o sagrado aprende dessa maneira: Que toda certeza humana é sempre passageira. (estrofe 3) Há mistérios que a palavra não consegue conter, Como estrelas distantes que só podemos ver; O espírito aprende então a reconhecer Que entender o infinito é apenas perceber. (estrofe 4) Teologia não é trono de soberba e poder, Mas caminho paciente para ouvir e aprender; Quem busca Deus precisa primeiro compreender Que há silêncio profundo antes de responder. (refrão) Humildade teologal é saber contemplar, É falar do eterno sem querer dominar; É lembrar que o divino não cabe no explicar, Mas floresce na alma que aprende a escutar. (estrofe 5) Como quem observa o horizonte do mar, Sabendo que seus limites não pode alcançar; Assim a mente humana aprende a caminhar, Sabendo que o mistério sempre vai continuar. (estrofe 6) A razão é lâmpada no caminho da fé, Mas não é o sol que sustenta o que é; Quem busca o divino com humildade até Descobre que a sabedoria cresce em quem crê. (estrofe 7) O teólogo sábio não fala como juiz, Mas como peregrino que aprende e diz; Que o saber verdadeiro jamais se contradiz Quando reconhece o limite que o conduz. (refrão) Humildade teologal é saber contemplar, É falar do eterno sem querer dominar; É lembrar que o divino não cabe no explicar, Mas floresce na alma que aprende a escutar. (estrofe 8) Há beleza no gesto de quem sabe calar, Quando o mistério começa a se revelar; Pois nem tudo na vida se pode provar, Algumas verdades apenas se podem amar. (estrofe 9) Assim cresce a fé como árvore serena, Que não se impõe com voz pequena; Ela amadurece na alma plena, Onde a humildade é raiz que sustena. (estrofe 10) Quem interpreta Deus com coração sincero Sabe que o eterno é maior que o austero; E aprende que o saber mais verdadeiro É reconhecer-se sempre aprendiz do mistério. (refrão) Humildade teologal é saber contemplar, É falar do eterno sem querer dominar; É lembrar que o divino não cabe no explicar, Mas floresce na alma que aprende a escutar.