
(estrofe 1) No alto do céu silencioso e profundo, Uma centelha desperta no véu da amplidão, Pequena aos olhos cansados do mundo, Mas firme na chama da sua missão. (estrofe 2) Distante de tudo, quase esquecida, Ela atravessa séculos de escuridão, Como se trouxesse na própria vida Um recado antigo ao coração. (estrofe 3) O viajante levanta os olhos na estrada, Quando a noite envolve o chão sem cor, E encontra naquela luz delicada Um farol discreto de eterno vigor. (estrofe 4) Nem sempre o brilho nasce do perto, Nem sempre o guia caminha ao lado, Às vezes o rumo vem do incerto De um ponto remoto e iluminado. (refrão) Ó estrela distante no céu a brilhar, Semente de luz na noite profunda, Mostras que o longe também pode guiar A alma que busca esperança no mundo. (estrofe 5) Teu fogo nasceu em eras remotas, Antes dos sonhos que hoje vivi, E cruzou o tempo em rotas ignotas Para chegar silencioso até aqui. (estrofe 6) Quantos pastores já te contemplaram, Quantos navegantes seguiam teu sinal, Teus raios antigos também ensinaram Caminhos perdidos no mar ancestral. (estrofe 7) És memória viva do céu infinito, Testemunha calma da criação, Um ponto pequeno, porém tão bendito Que desperta no peito nova visão. (refrão) Ó estrela distante no céu a brilhar, Semente de luz na noite profunda, Mostras que o longe também pode guiar A alma que busca esperança no mundo. (estrofe 8) Quando a cidade se cobre de sombras E o ruído do mundo tenta calar, Teu brilho sussurra entre as alfombras Da noite serena que ensina a olhar. (estrofe 9) Pois quem contempla a vastidão celeste Aprende humildade diante do ser, E entende que a vida também se reveste De luzes que tardam, mas vêm florescer. (estrofe 10) Assim é o sonho guardado no peito, Que às vezes parece distante demais, Mas segue brilhando no tempo perfeito Como estrela fiel nos céus imortais. (refrão) Ó estrela distante no céu a brilhar, Semente de luz na noite profunda, Mostras que o longe também pode guiar A alma que busca esperança no mundo.

