
[verso 1] não vou mentir: eu vi teu nome acender meu peito sei que é clichê, mas cê chegou do jeito perfeito vinho barato, música alta, meu quarto vira universo teu toque faz meu corpo esquecer tudo que eu detesto cê me contou teus traumas rápido demais falou pros de fé que nós dois éramos reais mas, no fim, você some como glitch na madrugada o match perfeito virando sombra programada [pré-refrão] teu beijo tinha eletricidade na medida teu corpo fez o meu perder a despedida e eu que sempre vejo o fim antes de começar dormi pensando: “será que dessa vez vai rolar?” [refrão] cosmologia íntima: teu nome vira poeira fina teu toque vira adrenalina, tua falta vira dopamina cê promete, some, volta em órbita instável e minha memória insiste em te manter palpável aquele quarto virou planeta por um dia e eu jurando que cê era alguma profecia cosmologia íntima, ironia que fascina cê dorme no meu peito e depois me desalinha [verso 2] tua boca disse futuro, teu corpo disse agora eu sabia: amor instantâneo expira na mesma hora mas entre o vinho, a música, o riso e a madrugada inteira meu coração vacilou e acreditou na brincadeira e quando cê me tocou como quem me reconhece eu pensei: “droga, talvez esse cara me merece” mas o destino quis lembrar com o medo que promessa de madruga evapora logo cedo [pré-refrão] teu beijo tinha eletricidade na medida teu corpo fez o meu perder a despedida e eu que sempre vejo o fim antes de começar dormi pensando: “será que dessa vez vai rolar?” [refrão] cosmologia íntima: teu nome vira poeira fina teu toque vira adrenalina, tua falta vira dopamina cê promete, some, volta em órbita instável e minha memória insiste em te manter palpável aquele quarto virou planeta por um dia e eu jurando que cê era alguma profecia cosmologia íntima, ironia que fascina cê dorme no meu peito e depois me desalinha [final — sussurrado, instrumental] você me olhou como quem encontra uma estrela antiga como quem vê beleza no que tá quebrado como quem segura dócil um coração cansado e por um instante, só um eu quis acreditar que você não iria embora e mesmo sabendo o fim, eu quis ficar mesmo sabendo que iria queimar cosmologia íntima… me diz por que o quase sempre dói mais que o nunca.

