
(estrofe 1) Contando o Cristianismo, começo pelo chão Onde a fé encontra nomes, rosto e coração Antes de dogmas, cercas e tradição Havia mesa aberta e escuta em comunhão (estrofe 2) Mas vozes vestidas de zelo e poder Transformaram o texto em muro a erguer Chamaram de erro o que não quiseram ouvir E feriram vidas em nome de corrigir (estrofe 3) A homofobia ganhou linguagem sagrada Fez da exclusão uma regra ensaiada Enquanto o amor, centro da revelação Foi silenciado por medo e condenação (refrão) O Cristo que conto não nega ninguém Ama por inteiro, acolhe também Se a fé machuca, perdeu o sinal Não reflete o amor que se diz divinal (estrofe 4) Jesus nunca pediu currículo do ser Nem exigiu moldes pra alguém viver Chamou pelo nome, sentou-se ao lado Fez do encontro um espaço restaurado (estrofe 5) Quando líderes ferem em nome da luz Criam sombras que o Evangelho não produz Pois toda doutrina que gera exclusão Trai o mandamento da encarnação (refrão) O Cristo que conto não nega ninguém Ama por inteiro, acolhe também Se a fé machuca, perdeu o sinal Não reflete o amor que se diz divinal (estrofe 6) Pessoas LGBTQ+ carregam cicatriz De igrejas que negaram o direito de ser feliz Mas Deus não habita no gesto opressor Ele floresce onde há cuidado e amor (estrofe 7) Contando o Cristianismo como boa notícia Defendo a fé que pratica justiça Amar sem reservas, sem medo, sem véu É tornar o Reino visível aqui no céu (refrão) O Cristo que conto não nega ninguém Ama por inteiro, acolhe também Se a fé machuca, perdeu o sinal Não reflete o amor que se diz divinal

