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CRIAÇÃO DE ADÃO DO PÓ 2

(estrofe 1) Do pó da terra moldado em silêncio, um sopro divino rompe o vazio, não como escravo, mas livre em essência, chamado a viver com ternura e brio. ... (estrofe 2) O pó se ergueu em gesto sagrado, não mera peça de barro inerte, mas ser amado, humano chamado, a caminhar no amor que liberta. ... (estrofe 3) Adão não nasce por ordem severa, mas no encontro da graça infinita, Jesus revela a vida sincera, no dom de existir, presença bendita. ... (refrão) Não sou objeto de molde mecânico, sou fruto da vida em comunhão, no sopro de Cristo, amor dinâmico, em liberdade pulsa o coração. ... (estrofe 4) Deus não impõe a corrente do medo, mas gera filhos em plena confiança, no Cristo vivo encontro o enredo, do ser humano que guarda esperança. ... (estrofe 5) Do barro surge o sonho divino, não de um senhor que cobra obediência, mas de um amigo fiel e genuíno, que guia ao bem pela consciência. ... (estrofe 6) É no amor que se funda a história, não no poder que impõe jugo e dor, pois cada vida reflete a glória, do Criador que é puro amor. ... (refrão) Não sou objeto de molde mecânico, sou fruto da vida em comunhão, no sopro de Cristo, amor dinâmico, em liberdade pulsa o coração. ... (estrofe 7) Adão sou eu, no chão renascido, em cada encontro, no olhar fraterno, não sou produto, mas sou querido, criado pra amar no tempo eterno. ... (estrofe 8) Do pó à vida, caminho se faz, com dignidade no ser humano, Jesus me chama a viver em paz, e não servir ao domínio tirano. ... (ponte) Perdão, Senhor, por pregar durezas, por ver no pó apenas sujeição, quando no Cristo brilham certezas de que há amor em toda criação. ... (refrão) Não sou objeto de molde mecânico, sou fruto da vida em comunhão, no sopro de Cristo, amor dinâmico, em liberdade pulsa o coração. ... (refrão final) Teu amor me cobre, mesmo perdido, mesmo enganado por vozes cruéis, me acolhes sempre, nunca esquecido, em Ti encontro os caminhos fiéis.