
Labirinto Interior
Caminhos torcidos dentro de mim Portas fechadas sem chave nem fim Ecos antigos chamam por quem fui Mas já não sei se essa voz ainda é minha Paredes feitas de dúvida e medo Desenhos que apaguei em segredo Cada passo que dou volta ao início Sou prisioneiro do próprio artifício Há sombras que sabem o meu nome E luzes que nunca me consomem Neste labirinto sem saída Sou pergunta sem resposta na vida Corro em círculos sem direção Dentro das ruas da minha razão Se há uma porta, eu não a vi Ou talvez esteja escondida em mim Relógios param quando penso demais O tempo afoga-se em espirais Memórias dançam sem rosto nem cor E cada verdade disfarça-se de dor Espelhos quebrados mostram versões Fragmentos soltos de mil ilusões E tento juntar o que nunca fui Mas tudo se perde quando a mente flui Há vozes que querem me guiar Mas não sei em qual acreditar Neste labirinto sem saída Sou pergunta sem resposta na vida Corro em círculos sem direção Dentro das ruas da minha razão Se há uma porta, eu não a vi Ou talvez esteja escondida em mim E se eu parar de fugir de mim? E se o fim for só o princípio assim? Talvez o medo seja o guardião De algo maior que a confusão Cada passo… ecoa… Cada escolha… aprisiona… Neste labirinto eu aprendi Que o caminho começa aqui Não há mapa nem solução Só o confronto com o coração Se há uma porta, eu já senti Ela sempre esteve dentro de mim

