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14. «Roubado dos pobres»

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V6

[Verse 1] Li um romance sobre mentes transferidas, sem par, Corpos novos para os ricos, comprados, sem hesitar, E entendi, como padre, como pensador, inteiro: A eternidade comprada não é um dom, é roubo verdadeiro [Chorus] Quem paga pela vida eterna rouba tempo dos pobres, Não é a desigualdade de sempre, é uma fenda que se abre, nos nobres, Rawls me mostrou como é a justiça real, Só a pus diante de um mundo que vende os anos, sem igual [Verse 2] Não sou o primeiro a ver o mal no progresso, Mas talvez seja o primeiro a escrevê-lo com peso, Um romance de ficção científica me deu a chave, Mesma mensagem da Escritura, com outra roupagem, sem fim que acabe [Chorus] Quem paga pela vida eterna rouba tempo dos pobres, Não é a desigualdade de sempre, é uma fenda que se abre, nos nobres, Rawls me mostrou como é a justiça real, Só a pus diante de um mundo que vende os anos, sem igual [Bridge] (coro gospel, elevado) Não é justo! Não é justo que uma vida tenha preço! [Chorus] Quem paga pela vida eterna rouba tempo dos pobres, Não é a desigualdade de sempre, é uma fenda que se abre, nos nobres, Rawls me mostrou como é a justiça real, Só a pus diante de um mundo que vende os anos, sem igual