
Castelo de Areia (Remastered)
(Verso 1) Eu levantei esses muros pra ninguém entrar Mas esqueci que o escuro já tava do lado de cá Desenhei o mapa, dei o norte pra alguém Mas quando eu me olho, não vejo ninguém Eu sou o rascunho de um plano que não deu O resto do que sobra quando o dia morreu. (Pré-Refrão) Dizem que eu sou o porto, o mestre, o altar Mas se eu sou o oceano, quem vai me salvar de afogar? Meus olhos entregam o que eu tento esconder Um quer ir embora, o outro nem quer mais ver. (Refrão) Eu não sou o herói que vocês desenharam Eu sou a cicatriz que os outros deixaram Não sou demais, eu sou o que sobrou Um eco de um grito que o tempo abafou. Tô cansado de ser o que sustenta tudo Enquanto eu desabo no meu próprio mudo Não sou demais... eu só sou o último. (Verso 2) Tem gente plantando o que espera colher E eu planto o silêncio pra não ter que dizer Que as marcas na pele são versos de um fim Eu reescrevo o mundo, mas não mudo o que há em mim. É foda ser o guia quando você tá perdido É foda ser o grito num peito ensurdecido. (Ponte) (Voz baixa, quase um segredo) Eu apago o que eu era pra salvar o que sobrou Mas quem é que fica quando a luz se apagou? Ninguém ensina o rito de como esquecer Que pra manter o mundo, eu tive que me perder. (Refrão Final) Eu não sou o herói que vocês desenharam Eu sou a cicatriz que os outros deixaram Não sou demais, eu sou o que sobrou Um eco de um grito que o tempo abafou. Tô cansado de ser o que sustenta tudo Enquanto eu desabo no meu próprio mudo Não sou demais... Eu sou só o rastro de quem ficou pra trás.

