
(estrofe 1) Na beira do mar, a brisa sopra calma, o sal perfuma e acaricia a pele quente, a ilha ensina o silêncio que embala a alma, e o tempo se torna mais lento e presente. (estrofe 2) Entre rochas e gaivotas no horizonte aberto, o coração aprende a viver com simplicidade, mesmo sozinho, o peito se mantém desperto, guardando o amor como sua verdade. (estrofe 3) A natureza é mestra em ser suficiente, não precisa correr para se provar, cada onda traz um ensino diferente, e no isolamento, aprendemos a amar. (refrão) Estar só não é estar perdido, é encontrar-se no próprio abrigo, como ilha firme no mar contido, ouvindo a vida sem qualquer ruído. (estrofe 4) A ilha floresce com chuva ou sol ardente, suas raízes bebem da própria fonte, assim também o ser humano consciente, vive inteiro, olhando além do horizonte. (estrofe 5) Curtindo o canto que vem da floresta, ou o farfalhar suave das palmeiras, a vida simples é a que mais nos resta, quando a alma se livra das corredeiras. (refrão) Estar só não é estar perdido, é encontrar-se no próprio abrigo, como ilha firme no mar contido, ouvindo a vida sem qualquer ruído. (estrofe 6) E mesmo que as ondas tragam tempestade, a ilha resiste, sem perder sua essência, pois sabe que no tempo, a verdade é manter vivo o amor e a paciência. (estrofe 7) Assim também nós, no mundo agitado, podemos ser ilha e farol ao mesmo tempo, solitários, mas de coração ligado, firmes na paz, com amor por exemplo. (refrão) Estar só não é estar perdido, é encontrar-se no próprio abrigo, como ilha firme no mar contido, ouvindo a vida sem qualquer ruído.

