(estrofe 1) No silêncio dourado da tarde serena, ouço tua voz romper a solidão; como fonte que canta entre a açucena, ela desperta o jardim do coração. (estrofe 2) Teu chamado percorre os vales distantes, como brisa brincando no trigal; faz florescer os caminhos errantes, vestindo de esperança o meu quintal. (estrofe 3) Não ordenas com peso ou aspereza, mas convidas com calma e mansidão; teu falar tem perfume de beleza, como chuva fecundando o chão. (estrofe 4) Quando escuto teu doce chamado, todo medo começa a partir; o horizonte parece ampliado, e a alma reaprende a sorrir. (refrão) Chama-me sempre com voz de ternura, como o rio chamando o luar; quem responde ao amor que perdura descobre um novo jeito de amar. (estrofe 5) Teu convite atravessa os invernos, sem jamais perder seu esplendor; como estrelas nos céus mais eternos, brilha firme a promessa do amor. (estrofe 6) Teu falar é canção peregrina, que acompanha meus passos no chão; como a vide abraçando a colina, teu carinho envolve o coração. (estrofe 7) Cada palavra tua semeada gera frutos de paz e calor; como a aurora beijando a estrada, anuncia um recomeço de amor. (refrão) Chama-me sempre com voz de ternura, como o rio chamando o luar; quem responde ao amor que perdura descobre um novo jeito de amar. (estrofe 8) Não há ecos mais doces na vida que a voz de quem ama de verdade; ela vence a distância comprida e transforma saudade em felicidade. (estrofe 9) Mesmo quando o caminho escurece, teu chamado me faz prosseguir; cada nota de amor fortalece a coragem de sempre seguir. (estrofe 10) E, ao final da jornada terrena, quando tudo em silêncio ficar, ouvirei tua voz tão serena, convidando meu ser a descansar. (refrão) Chama-me sempre com voz de ternura, como o rio chamando o luar; quem responde ao amor que perdura descobre um novo jeito de amar.