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DEUS COMO AUTOR DE PRAGAS PROGRESSIVAS

(Estrofe 1) Nos textos antigos da aliança severa, a advertência subia como esfera, castigo após castigo em progressão, como degraus de dura punição. (Estrofe 2) Seca na terra, derrota na estrada, fome que cresce na terra arrasada, como se o céu, em crescente rigor, ampliasse a dor após a dor. (Estrofe 3) Cada desvio, segundo a narração, traria resposta em intensificação, como martelo que insiste em bater até o rebelde enfim ceder. (Estrofe 4) Assim se pintava o trono divino como juiz de castigo contínuo, que eleva a pena, passo por passo, até quebrar o humano embaraço. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da punição crescente, que multiplica dor de forma insistente, em Jesus revelas outra visão: Deus insiste em restaurar o coração. (Estrofe 5) Mas Cristo aparece entre a multidão, falando de graça e reconciliação, como médico que vê na ferida a chance de devolver a vida. (Estrofe 6) Ele conta histórias de reencontro, de quem se perde e volta ao encontro, como o pastor que sai sem cessar até a ovelha extraviada encontrar. (Estrofe 7) E o Pai que espera na velha estrada não levanta punição dobrada, mas corre ao filho em emoção e o abraça em restauração. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da punição crescente, que multiplica dor de forma insistente, em Jesus revelas outra visão: Deus insiste em restaurar o coração. (Estrofe 8) Quantas vezes pensei, em temor, num Deus que ampliava o rigor, como mestre que, em irritação, eleva sempre a correção. (Estrofe 9) Mas Cristo revela nova verdade: Deus prefere a proximidade, não escalando condenação, mas abrindo portas de redenção. (Estrofe 10) Assim a fé aprende a enxergar um Deus que nunca cessa de buscar, não aumentando a aflição, mas multiplicando a compaixão. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter anunciado um céu severo e agravado, quando teu Filho veio ensinar que teu amor insiste em salvar. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da punição crescente, que multiplica dor de forma insistente, em Jesus revelas outra visão: Deus insiste em restaurar o coração. (Refrão Final) Agora descanso em Jesus, Deus-Amor, livre da sombra do antigo temor, sei que jamais crescerá tua condenação, pois tua graça é eterna restauração.