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7. «O conto que não mente»

V6

[Verse 1] Um jovem partiu à procura da vida sem fim, Achou a terra onde o tempo não tem confim, Mas voltou para casa, e entendeu, já tarde — A terra sem o tempo não era o paraíso, era alarde [Chorus] Nem todo conto termina «felizes para sempre», Este ensina outra coisa, nas entrelinhas, se sente, A imortalidade nunca foi a promessa de um amor, Só um longo corredor até um quarto sem cor [Verse 2] Pus ao lado Eliade, um rio, o Letes que flui, Um filme dinamarquês, mesmo tema, outra roupa que segui, Todos dizem o mesmo, em outra língua, é verdade: Olha bem o que pedes — pode custar caro, cidade [Chorus] Nem todo conto termina «felizes para sempre», Este ensina outra coisa, nas entrelinhas, se sente, A imortalidade nunca foi a promessa de um amor, Só um longo corredor até um quarto sem cor [Bridge] (coro de crianças, distante) Era uma vez... era uma vez... Mas «uma vez» nunca dura outra vez [Chorus] Nem todo conto termina «felizes para sempre», Este ensina outra coisa, nas entrelinhas, se sente, A imortalidade nunca foi a promessa de um amor, Só um longo corredor até um quarto sem cor