
[Intro] Yeah… Dizem que é do povo, mas o povo nem sempre vê Às vezes a regra é maioria… e o resto que se lixe, ok? [Verso 1] Democracia na boca soa a liberdade, mas às vezes é só números a decidir a verdade um homem vale um voto, mas nem todo o voto é justo, quando a maioria pisa, chama isso “custo do abuso” não é um rei no trono, é um mar de aprovação, mas já vi multidões a chamar opressão de razão não é um chicote visível, é um silêncio coletivo, quando a minoria fala, mas ninguém fica ativo e dizem “é o povo”, como se o povo fosse um, mas o povo dividido nunca salva nenhum [Refrão] Democracia… quem é que manda afinal? é a voz de todos ou só o peso do normal? se a maioria decide e a minoria cala, diz-me quem é livre… quando a liberdade fala Democracia… soa bem na televisão, mas às vezes é só pressão com aprovação [Verso 2] Não é tirano com coroa, é opinião em avalanche, é quando a verdade perde porque grita quem tem vantagem é o “todos juntos” que às vezes esconde exclusão, e chama de consenso o que nasceu imposição vi ideias a morrer sem crime nem julgamento, só porque não batiam certo com o pensamento e o perigo não é um homem, é a massa em movimento, quando a razão vira eco do momento mas também já vi o outro lado, sem escolha nem saída, onde nem há maioria — só silêncio em vida então não é preto no branco, é cinzento em conflito, entre o medo da maioria e o medo do ilícito [Refrão] Democracia… quem é que manda afinal? é a voz de todos ou só o peso do normal? se a maioria decide e a minoria cala, diz-me quem é livre… quando a liberdade fala Democracia… soa bem na televisão, mas às vezes é só pressão com aprovação [Outro] Não é sobre matar a ideia, é sobre não deixar morrer a voz… mesmo quando o mundo inteiro diz que só uma voz é “nós”…

