
NÃO SE TRATA DE TOMAR POSSE, TRATA-SE DE ESCREVER POR CIMA Só é real aquilo a que dás legitimidade. Só tem poder sobre ti aquilo a que entregas o teu poder. A Associação dos Lusitanos dos dias dos Lusiadas, re-publica a necessidade de existirem dormentes suficientes para se re-auto-proclamar válida, para receber os codigos do home-banking e poder continuar a fazer transferências ao dia 16. Seguramente será uma uma nova ventura, caso a hipnose continue a funcionar como até ontem à meia noite. NÃO É REBELIÃO É NÃO RECONHECIMENTO NÃO É REVOLUÇÃO É ASSUNÇÃO DA SOBERANIA ESTA TERRA NÃO É NOSSA MAS AS REGRAS, AGORA, SÃO Sai cá para fora Não te adianta esconder Anda, já Consegues não ver? Não há espaço aqui, o que é que esperavas? Não para ambos, apenas espaço para mim Por isso vais baixar os bracinhos Sim, vou chamar-lhe LAR! Baza para longe Foste banido A tua terra foi-se E a mim foi dada E aqui vou abrir as minhas ASAS! Sim, vou chamar-lhe LAR! Dizes o quê, que tens direito a ficar? Então fica, eu mesmo te enterro Dizes o quê, que o espírito do teu pai ainda vive neste sitio? Eu mesmo te vou silenciar Isto agora é assim O teu cavalo vai abalar Não percas o barco Está prestes a arrancar És tu a afastar-te e as minhas asas a abrirem-se Sim, vou chamar-lhe LAR O meu tempo não é para me justificar a ti És tolo e cego, sai da minha frente Tudo o que te posso dizer, meu novo vizinho É para seguires caminho ou eu mesmo te enterro Agora que descanso os meus pés neste fogo Essas mãos que aqui aqueciam Eu retirei-as Eu consigo respirar o meu próprio ar Eu consigo dormir descansada e profundamente Por cima de vocês, pobres almas Vou construir o paraíso e chamar-lhe LAR Porque já estão todos mortos Eu lido com a minha própria justiça Eu lido com a minha própria ganância Eu lido com a minha própria alimentação frenética Eu lido com o meu próprio ódio Eu lido com a minha própria inveja Eu lido com a noção De que apenas preciso de mim Não bebas a água. Tú puseste-lhe flúor Agora está cheia do teu próprio sangue AS OPORTUNIDADES NÃO FORAM HONRADAS Confiámo-vos a terra. Confiámo-vos a água. Confiámo-vos o ar. Confiámo-vos o espaço Confiámo-vos as crianças. Confiámo-vos a educação. Confiámo-vos a saúde. Confiámo-vos a existência de um propósito. Confiámo-vos os nossos melhores anos de vida. Confiámo-vos os idosos. Confiámo-vos a cadeia de procura e fornecimento. Confiámo-vos a nossa inocência. Confiámo-vos a nossa fé. Confiámo-vos o sacrifício da família. Confiámo-vos o sacrifício do indivíduo ANTES QUE VOS CONFIEMOS O SACRIFÍCIO COLECTIVO QUEREMOS QUE SAIBAM QUE JÁ SABEMOS QUE ATÉ AS MENTIRAS, ERAM FALSAS Por isso, homenzinhos e mulherzinhas. Que se acham e apontam dedos. Já não me restam muitos dentes, mas ainda torço uns quantos pescoços. Deixem as crianças. Devolvam-nos a dignidade e os idosos Libertem as verbas. Carreguem nos botões. Queimem os juramentos hipócritas. Senão seremos nós quem vos pega fogo Nada mais tem cabimento Senão a vossa assunção de que permaneçamos jumentos Pinoquios, eternos mentirosos Porcos alienados e alimentados pelos vossos venenos A VOSSA MÃE TEM TUDO O QUE PRECISAMOS PARA VIVERMOS FELIZES COM ELA Não precisamos dos vossos problemas Não precisamos das vossas soluções Não precisamos das vossas promessas Não precisamos das vossas condições Dispensamos as vossas distinções Dispensamos os vossos diplomas e recomendações Saímos da hipnose por mérito próprio Não receamos a morte Não aceitamos por vida os restos que dão Não é vida recear a vida Não é vida esperar pela morte MOSTREM-NOS O QUE DÁ LEGITIMIDADE AO QUE NOS ESTÃO A SUBMETER MOSTREM-NOS ONDE ASSINÁMOS COM SANGUE PORQUE NENHUMA TINTA OU DOCUMENTO DIGITAL POSSUI A NATUREZA DO QUE SOMOS NADA DO QUE FIZERAM ATÉ ONTEM À MEIA NOITE FAZ DE VÓS LEGÍTIMOS HERDEIROS DO VOSSO ESPÍRITO ANCESTRAL A tinta agora é nossa. O sangue, não. Por favor, escolham para onde ir. PORQUE AGORA SIM, VAMOS CHAMAR-LHE LAR Ninguém vai mais andar nas vossas filas a pedir As vossas miseráveis migalhas para poder comer A suplicar as vossos diplomas e de-formações fraudulentas A aceitar a vossa generosidade hipócrita A mendigar cuidados de saúde para as doenças que vocês inventaram. Já não são mais bem vindos por aqui Nem sequer pelos espíritos dos vossos ancestrais Porque eles mesmo mortos Já morreram de vergonha tantas vezes De vos ver a vender alma por medo De nao serem ninguém mais que vocês mesmo Eles mesmo.mortos Continuam a morrer todos os dias Ao ver os seus amados netinhos Que um dia foram como qualquer um A manter os carentes, carentes Os necessitados, necessitados Os curiosos, contidos Os transformadores, domados Os mostradores de caminhos, amputados Os visionários, cegos Os distribuidores, sem pão, sequer, para si mesmos.

