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Ato III Final |Saga: O Acerto de Contas | Agora você vai me escutar | #DueloNarrativo

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V5

[Intro — 808 seco, respiração pesada no fundo] É isso então? Beleza… Agora tu vai me escutar. [Verse 1 — flow firme, mais calmo, mas com veneno] Vivi as noite louca? Vivi. Tava no corre contigo? Tava. Mas nunca te pedi pra pagar meu luxo, e tu sabe que é verdade braba. Eu botei meu nome no jogo por nós dois, fechei contigo no peito, Mas tu virou as costas no primeiro aperto — isso aí, parceiro, não tem jeito. Tu fala de “puxar saco”, de pista, de zoeira, de farra? Mas não lembra que quando a treta veio, fico só eu na linha de frente da bala. Eu não te joguei fora — tu que sumiu no meio da fumaça, Acha bonito inverter tudo e bancar vítima na raça. [Pre-Chorus — batida firme, voz sincera mas direta] Se eu vacilei, eu assumo. Nunca fugi de erro. Mas tu meter que “não deve nada”? Aí, mano… cê perde o apego. Eu não cobro dinheiro — eu cobro postura. Tua palavra virou vento. E isso pesa, jura. [Chorus — grave batendo forte, voz firme] Tu diz que não tá se escondendo… mas nunca encarou o olho no olho. Tá “vivendo a vida”, mas correu do papo, deixou o bagulho em molho. Eu não quero tua amizade de volta — quero só a verdade que cê quebrou. O que é meu não tá com ninguém — tá na rua, tá no corre, no suor que sou eu que suou. [Verse 2 — mais agressivo, porém controlado] Tu fala que foi usado… usado por quem, irmão? Eu te tratei como igual, te dei teto, te dei mão. E tu me paga com ego, com deboche e provocação? Cê tá achando bonito o teatro que montou, né não? “Pega o que é teu”? — Meu nome não é objeto pra tu catar. Meu respeito não é moeda pra tu trocar ou dispensar. Enquanto tu falava alto, a rua toda só ria, Porque quem vive de verdade não faz cena, faz correria. [Bridge — atmosfera fria, voz baixa na cadência] Tu quer virar as costas? Vira. Quer jogar tudo fora? Mira. Mas não vem bancar justiça, Porque tua verdade é mentira. Eu continuo no meu corre, cabeça erguida, solo no chão. Você é página virada — mas não tenta reescrever minha versão. [Final Chorus — explosão seca, tom resoluto] “Dá um tempo”? Eu dei. “Não tô me escondendo”? Eu sei. Só que coragem mesmo… Cê nunca teve pra ficar e resolver. Não te desejo mal — nunca desejei. Mas honra e palavra… isso eu cobrei. Segue tua vida longe, que a minha segue também. Aqui acabou, irmão. Fim da linha — fim de você também. [Outro — voz baixa, fria] A chave? Já joguei fora. Quem tranca agora… É o destino.