(Estrofe 1) Escravizaram corpos em nome do altar, Com textos sagrados pra justificar. Diziam que era “maldição de Cam”, Mas era ganância disfarçada de “Amém”. (Estrofe 2) Negros em grilhões, tratados sem valor, Enquanto pregavam um Cristo de amor. Os índios caçados, chamados “pagãos”, Por quem dizia ter santas mãos. (Estrofe 3) A fé foi vendida a reis e senhores, Negando o evangelho aos sofredores. Justiça foi troca por prata e poder, E muitos ainda repetem esse ser. (Refrão) Jesus veio a libertar e acolher, Mas usam seu nome pra oprimir e enriquecer. A cruz não é lucro, nem chicote na mão, É amor que desata a escravidão. (Estrofe 4) Hoje, chamam de “livre mercado” o que é prisão, Mas ainda vendem gente por exploração. Chamam de mérito o que é privilégio, E escondem a Bíblia sob um evangelho estéreo. (Estrofe 5) Jesus lavou pés, não algemou ninguém, Mas teólogos vendem grilhões também. O Reino não aceita lucro sobre dor, Nem capitalismo disfarçado de louvor. (Refrão) Jesus veio a libertar e acolher, Mas usam seu nome pra oprimir e enriquecer. A cruz não é lucro, nem chicote na mão, É amor que desata a escravidão.