
(VENTOS DO SUL — ESTROFE) Chegaram ventos cortando a amplidão, trazendo ao horizonte outra condição, o verão distante perdeu seu calor, e o frio ensinou o valor do vigor. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) As folhas dançavam em lento espiral, como quem aceita o ciclo natural, e eu vi que a mudança, por mais severa, também prepara o retorno da primavera. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) O céu se vestiu de cinzenta expressão, escondendo por instantes a iluminação, mas por trás das nuvens persistia a claridade, guardando silenciosa sua fidelidade. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) Vi campos adormecidos na estação, aparentemente vazios de produção, porém suas raízes trabalhavam sem cessar, preparando a vida para novamente brotar. (VENTOS DO SUL — REFRÃO) Ventos do Sul, podem fortes soprar, não deixarão minha esperança parar, nas estações mais duras vou aprender, a encontrar beleza, crescer e viver. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) As águas geladas tocaram minhas mãos, lembrando antigas e difíceis lições, mas cada arrepio que veio permanecer, trouxe novas razões para amadurecer. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) Observei montanhas cobertas de neblina, ocultando a paisagem que tanto fascina, e compreendi que nem toda visão escondida, significa ausência de sentido na vida. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) Os pássaros voavam buscando abrigo, sem transformar a prudência em castigo, ensinando que resistir com sabedoria, também é uma forma de valentia. (VENTOS DO SUL — REFRÃO) Ventos do Sul, podem fortes soprar, não deixarão minha esperança parar, nas estações mais duras vou aprender, a encontrar beleza, crescer e viver. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) A geada cobriu a relva do caminho, bordando cristais sobre cada cantinho, e até no rigor daquela paisagem fria, descobri delicadeza, encanto e poesia. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) Houve noites compridas sem explicação, em que o silêncio pesava no coração, mas estrelas surgiam na escuridão profunda, mostrando que a luz jamais se afunda. (VENTOS DO SUL — ESTROFE) Agora prossigo na longa travessia, aprendendo com cada novo e difícil dia, pois até os invernos que parecem vencer, ajudam a alma a florescer. (VENTOS DO SUL — PONTE) Lamento os dias em que quis desistir, quando deixei o frio me impedir de seguir, quando não enxerguei beleza na provação, e fechei ao aprendizado meu coração. (VENTOS DO SUL — REFRÃO) Ventos do Sul, podem fortes soprar, não deixarão minha esperança parar, nas estações mais duras vou aprender, a encontrar beleza, crescer e viver. (VENTOS DO SUL — REFRÃO FINAL) Hoje eu me amo e escolho sorrir, mesmo quando as lágrimas insistem em surgir, abraço a alegria como fiel companheira, e faço da esperança minha eterna bandeira.

