[Dark Ambient Intro] (Just deep pads, a distant sub-bass throb, and a lonely fado guitar) [Verse 1] (Rhythm enters subtly: minimalist 125 BPM kick and crisp rimshot) Tantas vezes, meu amor, quando me lembro de nós O oceano de gelo surge na minha mente, feroz No céu cinzento e pálido, nenhuma estrela brilha mais Ao longe, a lua amarela... uma mancha nos portais. [Verse 2] (Sub-bass deepens, driving the tempo forward) E sobre mil blocos de gelo, de ondas que vão correr Uma ave flutua sozinha, com asas cansadas de sofrer Enquanto o seu par já partiu, seguiu o bando além Perdendo-se no poente, sem olhar para ninguém. [Pre-Chorus] (Tension build: the shaker loop tightens) Ela lança um olhar de dor, na direção do que perdeu Já não sente o mal, nem o bem... o tempo seu morreu E sonha, num só segundo, com os anos que ficaram atrás... Com os anos que não voltam mais. [Chorus] (Full Hypnotic Drop: Heavy Afro House groove, layered vocal harmonies) Estamos cada vez mais longe, longe os dois, sós! Cada vez mais sozinho, escureço na minha voz! E eu congelo por dentro, neste frio que não tem fim... Enquanto tu te perdes na manhã eterna, longe de mim. Sim, longe de mim... [Verse 3] (Rhythm stays driving, but instruments strip back to just the palm-muted guitar loop) Ela lança um olhar de dor, na direção do que perdeu Já não sente o mal, nem o bem... o tempo seu morreu E sonha, num só segundo, com os anos que ficaram atrás... Com os anos que não voltam mais. [Chorus] (Full groove returns with peak intensity) Estamos cada vez mais longe, longe os dois, sós! Cada vez mais sozinho, escureço na minha voz! E eu congelo por dentro, neste frio que não tem fim... Enquanto tu te perdes na manhã eterna, longe de mim. [Outro] (Groove drops out, leaving a haunting, naked vocal and a fading echo) Cada vez mais longe... Eu escureço. Eu congelo. Na manhã eterna... [Fade Out]