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DEUS QUE SE REVELA EM TERROR

(ESTROFE 1) O monte treme sob o fogo, o céu ruge em convulsão, Deus chega em som de ameaça, envolto em medo e tensão. (ESTROFE 2) Relâmpagos rasgam o silêncio, a terra aprende a temer, aproximar-se é perigo, viver torna-se estremecer. (ESTROFE 3) A presença veste pavor, o sagrado inspira fuga, quem ama mantém distância, quem obedece, se anula. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, do terror que paralisa a vida, em Jesus, Deus se aproxima com mansidão encarnada e sentida. (ESTROFE 4) O medo vira método de fé, a distância vira virtude, Deus reina pelo abalo, não pela graça que ilude. (ESTROFE 5) Mas surge um Deus que caminha, sem trovão, sem explosão, fala baixo aos cansados e toca a mão do chão. (ESTROFE 6) Jesus não chega em tremores, mas em pão repartido, Deus não grita do alto, Deus senta-se com o ferido. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que se impõe pelo pavor, tua glória é proximidade, teu poder se chama amor. (ESTROFE 7) O Pai revelado no Filho não precisa assustar, quem ama não aterroriza, prefere se deixar tocar. (ESTROFE 8) A santidade não queima, não afasta, não exclui, em Jesus, Deus se revela no rosto humano que flui. (PONTE) Quanto defendi o medo como sinal de revelação, confundi tremor com fé e silêncio com submissão. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, do fogo que afasta e oprime, em Jesus, tua presença é abraço que redime. (REFRÃO FINAL) Hoje descanso em Jesus, Deus-amor, sem medo, sem condição, pois jamais, por motivo algum, serias terror para o coração.