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O Deus guerreiro de Moisés

(estrofe 1) Por longos anos li tua história Coberta por nuvens de batalhar; Mas Cristo rasgou outra memória: Teu coração nasceu para amar. (estrofe 2) Vi espadas brilhando nos montes, Ouvi trombetas de destruição; Mas tua voz abriu novas pontes, Chamando os povos à comunhão. (estrofe 3) O mar não distingue embarcações Quando acolhe em seu vasto azul; Assim abraças todas as nações, Do norte distante ao extremo sul. (estrofe 4) O sol derrama a mesma claridade Sobre jardins e árido chão; Assim repartes tua bondade Sem escolher qualquer nação. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não és o guerreiro preso às fronteiras de uma nação. Jesus revelou teu eterno Pai, e nele encontrei O Deus cujo Reino floresce no amor e no perdão. (estrofe 5) O vento percorre continentes, Sem passaporte ou distinção; Assim visitas todas as gentes Com infinita compaixão. (estrofe 6) O rio não prende suas águas Apenas ao campo onde nasceu; Leva esperança, vence as mágoas, Como teu Filho nos prometeu. (estrofe 7) O pastor não reúne exércitos, Mas conduz seu rebanho em paz; Seu cajado afasta os perigos, Sem destruir quem ficou para trás. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não és o guerreiro preso às fronteiras de uma nação. Jesus revelou teu eterno Pai, e nele encontrei O Deus cujo Reino floresce no amor e no perdão. (estrofe 8) Na cruz venceste sem violência, Respondendo ao ódio com perdão; Ali brilhou tua essência, Maior que qualquer religião. (estrofe 9) A oliveira vence as tempestades Produzindo sempre novo azeite; Assim tua graça vence maldades, Sem recorrer ao velho açoite. (estrofe 10) Hoje contemplo teu verdadeiro rosto, Refletido inteiro no Salvador; Nada supera teu santo propósito: Reconciliar o mundo no amor. (ponte) Quanto tempo defendi uma imagem tua construída pelas guerras, pelas conquistas e pelas fronteiras de antigos impérios, imaginando que tua glória dependesse da vitória militar de um povo sobre outro. Interpretei muitos relatos humanos como se fossem o retrato definitivo do teu coração, sem perceber que Jesus seria a mais perfeita revelação de quem és. Demorei a compreender que o poder do teu Reino não se manifesta pela força das armas, mas pela força da cruz, da misericórdia e da reconciliação. Hoje te peço perdão porque descobri, em Cristo, um Pai que vence o mal não destruindo seus inimigos, mas oferecendo-lhes o caminho da vida. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não és o guerreiro preso às fronteiras de uma nação. Jesus revelou teu eterno Pai, e nele encontrei O Deus cujo Reino floresce no amor e no perdão. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Contigo não existe sombra que apague teu fulgor. Deus conosco, perfeito em graça, paz e esplendor; Jamais serás diferente do Amor, ontem, hoje e sempre, Senhor.