(ESTROFE 1) Sendo gente no meio da ventania, É abrir os braços quando o medo desafia, Ser presença firme na escuridão, Um abrigo simples feito de compaixão. (ESTROFE 2) É perceber a dor antes do grito, Guardar segredos, respeitar o conflito, Cuidar do outro sem pedir razão, Fazer do silêncio um gesto de proteção. (ESTROFE 3) Quando o mundo pesa e ameaça cair, Ser gente é ficar, não fugir, É virar teto em dia de tempestade, E chão seguro para quem perde a estabilidade. (REFRÃO) Proteger sempre é amar sem ruído, É ser porto certo no mar revolvido, Refúgio vivo, calor humano, Ser gente é proteger o outro como irmão. (ESTROFE 4) Não é salvar, nem se colocar acima, É caminhar junto na mesma linha, Dividir o fardo, repartir o pão, Transformar cuidado em comunhão. (ESTROFE 5) Ser gente é vigiar sem vigiar, É não ferir quando se pode falar, É escolher cobrir, jamais expor, E fazer da lealdade um ato de amor. (REFRÃO) Proteger sempre é amar sem ruído, É ser porto certo no mar revolvido, Refúgio vivo, calor humano, Ser gente é proteger o outro como irmão. (ESTROFE 6) Nos dias duros, de perda e medo, Ser refúgio é não soltar o dedo, É sustentar quando tudo cede, E ser esperança que nunca excede. (ESTROFE 7) Sendo gente, o amor vira missão, Proteger não é opção, é decisão, Pois quem já foi abrigo um dia, Aprende a ser casa por empatia. (REFRÃO) Proteger sempre é amar sem ruído, É ser porto certo no mar revolvido, Refúgio vivo, calor humano, Ser gente é proteger o outro como irmão.