[Intro] [Instrumental long intro] [Violino solo] [Verse 1] [Spoken voice] Tirar foto é fácil, quero ver quem se retrata Entre os pobres nobres e os ricos esnobes, eu não vou apertar a mão de quem quer que seja, o lobby não é meu hobby Estranhos se tornam melhores amigos, melhores amigos se tornam estranhos Eu disparo e paro no infinito Reabasteço, sigo em frente, é bonito Viajo pelo espaço e, o que eu vejo, eu deixo escrito Por todo o ambiente eu levito, observo. O que não quero evito, não levo [Violino solo] [Instrumental house interlude] [Bridge] [Verse 2] [Spoken word] Dois horizontes fecham nossa vida: Um horizonte, – a saudade Do que não há de voltar; Outro horizonte, – a esperança Dos tempos que hão de chegar; No presente, – sempre escuro, – Vive a alma ambiciosa Na ilusão voluptuosa Do passado e do futuro. Os doces brincos da infância Sob as asas maternais, O vôo das andorinhas, A onda viva e os rosais; O gozo do amor, sonhado Num olhar profundo e ardente, Tal é na hora presente O horizonte do passado. Ou ambição de grandeza Que no espírito calou, Desejo de amor sincero Que o coração não gozou; Ou um viver calmo e puro À alma convalescente, Tal é na hora presente O horizonte do futuro. No breve correr dos dias Sob o azul do céu, – tais são Limites no mar da vida: Saudade ou aspiração; Ao nosso espírito ardente, Na avidez do bem sonhado, Nunca o presente é passado, Nunca o futuro é presente. Que cismas, homem? – Perdido No mar das recordações, Escuto um eco sentido Das passadas ilusões. Que buscas, homem? – Procuro, Através da imensidade, Ler a doce realidade Das ilusões do futuro. Dois horizontes fecham nossa vida. [Violino solo] [Instrumental long outro] [Outro] [End]


