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CONDENAÇÃO AO PENSAMENTO CRÍTICO 2

(estrofe 1) Na estrada da fé, muitos reis se ergueram, Cruzando o Evangelho, mas o moldaram, Em dogmas duros, que cedo nasceram, E com medo e poder, fiéis controlaram. (estrofe 2) A palavra de Cristo, livre e serena, Foi presa em cadeias de norma e de lei, O pensar foi tido como vil condena, Enquanto a ganância sorria ao rei. (estrofe 3) Questionar o sistema virou heresia, As perguntas caladas, presas no altar, Mas Jesus, na essência, traz luz e alegria, Chamando o discípulo a sempre pensar. (refrão) Não foi Jesus quem mandou calar, Ele falou: “Quem tem ouvidos, ouça!” A fé não é medo, mas vida que pousa, No livre pensar que o amor vai guiar. (estrofe 4) Do púlpito ecoa moralismo severo, Medindo pecados com régua de engano, Esquecendo o pobre, o simples sincero, O amor foi trocado por fardo insano. (estrofe 5) Intolerância se fez veste sagrada, Perseguindo mentes que ousam pensar, Mas Jesus sorria na estrada cansada, Abraçando os fracos, querendo os amar. (refrão) Não foi Jesus quem mandou calar, Ele falou: “Quem tem ouvidos, ouça!” A fé não é medo, mas vida que pousa, No livre pensar que o amor vai guiar. (estrofe 6) No correr dos séculos, a história manchada, Mostra templos ricos, mas almas vazias, Quando o poder cala a alma inspirada, A fé vira sombra, perde suas vias. (estrofe 7) Mas sempre ressurge o chamado divino, Cristo liberta, convida a pensar, Com amor e razão no caminho genuíno, A fé verdadeira é luz a brilhar. (refrão) Não foi Jesus quem mandou calar, Ele falou: “Quem tem ouvidos, ouça!” A fé não é medo, mas vida que pousa, No livre pensar que o amor vai guiar.