
(estrofe 1) Justiça é semente lançada em chão desigual, Que procura devolver dignidade ao que é marginal; Não basta falar de um Deus perfeito e celestial, Se o mundo dos pequenos continua desigual. (estrofe 2) Como a balança procura equilibrar seu fiel, A justiça corrige o peso que não chega ao papel; Não permite que o forte transforme o fraco em troféu, Nem que a riqueza levante barreiras contra o céu. (estrofe 3) Há mesas onde poucos acumulam o pão, Enquanto muitos contemplam vazia a refeição; Ensinar justiça é repartir oportunidade e chão, Para que ninguém seja excluído da construção. (estrofe 4) O direito não deve ter preço nem comprador, Nem favorecer somente quem possui mais valor; Quando a lei protege o humilde e enfrenta o opressor, A sociedade se aproxima de um mundo mais justo e acolhedor. (refrão) Ensinar justiça é repartir, proteger e incluir, É fazer da equidade uma maneira de servir; Quem vê no outro um irmão e não alguém a excluir, Faz da própria existência um caminho para construir. (estrofe 5) Como a chuva que alcança telhados sem escolher, A justiça deve a todos igualmente envolver; Nenhuma origem determina quem merece viver, Nem dinheiro ou sobrenome decide quem vai crescer. (estrofe 6) O campo produz mais quando todos podem plantar, Quando existe oportunidade para semear e trabalhar; Assim a equidade procura condições para avançar, Sem entregar aos privilegiados o direito de dominar. (estrofe 7) Justiça também é ouvir quem ficou sem voz, Reconhecer antigas feridas que ainda vivem em nós; É construir novas pontes onde havia separação feroz, E fazer da reparação uma esperança para todos nós. (refrão) Ensinar justiça é repartir, proteger e incluir, É fazer da equidade uma maneira de servir; Quem vê no outro um irmão e não alguém a excluir, Faz da própria existência um caminho para construir. (estrofe 8) Não há verdadeira paz onde existe exploração, Nem fraternidade onde prospera humilhação; A justiça transforma estruturas de exclusão, E abre novos caminhos para a participação. (estrofe 9) Como a árvore que cresce oferecendo fruto e sombra, A sociedade se fortalece quando ninguém a abandona; O bem comum floresce quando a solidariedade soma, E a dignidade humana se torna a maior norma. (estrofe 10) Defender a teologia é ensinar a praticar Uma justiça que não teme repartir nem transformar; Pois se a fé pretende a face divina revelar, Deve fazer dos direitos humanos um compromisso exemplar. (refrão) Ensinar justiça é repartir, proteger e incluir, É fazer da equidade uma maneira de servir; Quem vê no outro um irmão e não alguém a excluir, Faz da própria existência um caminho para construir.

