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EVANGELIZAÇÃO FORÇADA DOS INDÍGENAS 1

(estrofe 1) Pelo nome de Cristo, chegaram à aldeia, Com cruz e espada, sem compaixão. Pisaram cantos, queimaram a ceia, Chamaram de "salvo" o irmão em aflição. (estrofe 2) Roubaram os cantos, calaram tambores, Chamando de “ídolo” o som da raiz. Mas Jesus não vem com grilhões ou horrores, Ele é o Deus que se dá e que diz: (estrofe 3) “Quem quiser vir após mim, venha livre, Não com espada ou imposição.” Mas teólogos cegos feriram a olive, Rasgando culturas com sua missão. (refrão) Não é evangelho o que nasce à força, Não é Jesus quem queima a memória. Evangelho é paz, é amor que reforça, É servir com ternura, não impor a história. (estrofe 4) Nos nomes trocados e terras roubadas, Não houve Jesus, só dominação. A “boa-nova” soava enjaulada, Sem o respeito da encarnação. (estrofe 5) Pois Cristo que veio andar com o pobre, Não manda ferir nem destruir. Evangelizar não é tornar nobre, É ouvir, acolher, repartir e sorrir. (refrão) Não é evangelho o que nasce à força, Não é Jesus quem queima a memória. Evangelho é paz, é amor que reforça, É servir com ternura, não impor a história.