
009 - MINHA MÃE - SONETO
Eu me recordo, como se hoje fosse, da voz de minha mãe quando cantava o canto de ninar que me embalava e que foi sempre o mesmo e sempre doce. Tinha o seu canto a funda nostalgia de um não sei quê! - que não se alcança nunca, e quando o meu viver com ais se junca, eu busco na saudade a voz que ouvia... Mamãe não canta mais, não tem criança... Seu filho é como fronde já crescida e apenas é pequeno na lembrança. Portanto cabe a mim então cantar... e eu seguirei teus passos, mãe querida, fazendo versos para te embalar!

