
A luz cai branca sobre Alfama. Nas escadinhas o vento diz, que o teu retrato ainda me quis. Cheira a saudade, a madrugada, Lisboa canta de mão dada. Eléctrico lento, ouro no Tejo, o tempo passa mas eu não vejo. O teu sorriso nas varandas, é porto certo em noites brandas. O mar devolve o que perdi, E a cidade guarda o que senti, Ficamos dentro do mesmo som. Lisboa, eco do Atlântico em mim, chamas o meu nome, eu digo que sim. Entre o sal e a canção, encontro o teu coração. A luz sobe a colina devagar, Nos azulejos aprende-se a amar, O teu fado torna-se mar. Lisboa, eco do Atlântico em nós, o vento responde na mesma voz. Entre partida e regressar, ficamos para te cantar.

