
(estrofe 1) De Maqueda, a marcha seguiu para Libna, Outra cidade entrou na antiga narração; E novamente a espada determina O destino de uma nova população. (estrofe 2) Josué avançou contra Libna em campanha, E o relato registra a cidade conquistada; A guerra continuava sua longa façanha, Com a população sendo eliminada. (estrofe 3) O texto não apresenta aquilo simplesmente Como disputa entre exércitos rivais; A conquista aparece religiosamente, Ligada às promessas recebidas anteriormente. (estrofe 4) Assim, a violência ganha uma explicação: Não seria somente estratégia ou necessidade; Seria fidelidade à divina convocação, E a destruição se tornaria sinal de lealdade. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE LIBNA, Não revela o Deus de Jesus, Deus de amor; Matar uma população não pode ser prova divina De fidelidade ao Pai que Cristo revelou. (estrofe 5) E aqui está o peso da interpretação: O sangue passa a vestir a roupa da virtude; A espada recebe uma espécie de consagração, E destruir pode parecer sinal de atitude. (estrofe 6) Quando a violência ganha nome de dever, O coração já não precisa se inquietar; O soldado pode matar sem se perceber Que sua própria consciência deveria perguntar. (estrofe 7) Jesus, porém, muda o eixo da obediência: “Amem seus inimigos”, ele ensinou; A fidelidade não nasce da violência, Mas do amor que até o adversário alcançou. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE LIBNA, Não transforma extermínio em vontade do Criador; Jesus jamais apresentou a eliminação de uma cidade Como demonstração de fidelidade ao Senhor. (estrofe 8) No Reino anunciado pelo Mestre da Galileia, A obediência passa pelo bem que se faz; Não há virtude em destruir uma aldeia Para provar que alguém é religioso ou capaz. (estrofe 9) Quando os discípulos quiseram fogo sobre Samaria, Jesus os repreendeu pela intenção; A resposta divina não seria uma arma de vingança, Mas uma mudança de direção. (estrofe 10) Por isso Libna pode guardar sua memória, Como testemunho de uma guerra de outro tempo; Mas não precisa receber o selo da glória Do Deus que em Jesus conheço por dentro. (ponte) Quanto falhei por chamar de obediência a destruição, E por confundir violência religiosa com fidelidade; Fiz da morte de uma população uma consagração, Quando Jesus revelou que o amor é a verdadeira santidade. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE LIBNA, Não revela o Deus de Jesus, Deus de amor; A guerra pode pertencer à antiga narrativa, Mas o extermínio não representa o Pai que Cristo mostrou. (refrão final) Agora descanso em Jesus, meu Deus de amor, Nele encontro o Pai que jamais muda de essência; Jamais seria diferente conosco, Senhor, Pois sua santidade se manifesta em misericórdia e presença.

