
[Verse 1] Era uma vez uma boleira, De alma doce e olhar sereno. Que adoçava a vida dos seus, E moldava o destino do seu jeito. Ela quebrou o silêncio antigo, A tradição da cega submissão. Com as próprias mãos ergueu tijolos, E construiu sua casa e seu chão. [Pre-Chorus] Ela disse não quando queriam calar. Ergueu o peito sem olhar pra trás. [Chorus] Ela disse NÃO — e quiseram cobrar! Tentaram apagar a sua história. Deixaram sua tumba esquecida no pó, Pra que a terra esquecesse sua glória! Ela disse NÃO — e quiseram cobrar! Mas o nome não cabe no escuro. Quando o sangue chama de volta a verdade, Nada apaga o que vive no futuro. [Interlude] [Viola caipira solo] [Verse 2] Mas esqueceram que o sangue é forte, Esqueceram que um neto estava vendo. Ele lembrou do abraço quente, E do aroma do bolo saindo. Ele voltou àquela mesma terra, E ergueu de novo cada parede. Falou seu nome ao vento do cerrado, E deu ao filho essa mesma sede. [Chorus] Ela disse NÃO — e quiseram cobrar! Tentaram apagar a sua história. Deixaram sua tumba esquecida no pó, Pra que a terra esquecesse sua glória! Ela disse NÃO — e quiseram cobrar! Mas o nome não cabe no escuro. Quando o sangue chama de volta a verdade, Nada apaga o que vive no futuro. [Bridge] Tentaram fazer dela só uma sombra, Um segredo guardado na cozinha... Mas o sangue teima em lembrar, E a força dela continua viva! [Chorus] Ela disse NÃO — e quiseram cobrar! Tentaram apagar a sua história. Deixaram sua tumba esquecida no pó, Pra que a terra esquecesse sua glória! Ela disse NÃO — e quiseram cobrar! Mas o nome não cabe no escuro. Quando o sangue chama de volta a verdade, Nada apaga o que vive no futuro. [Outro] Basta de silêncio. O nome dela é Georgita. Tentaram apagar... Mas a alma dela é infinita.

