(estrofe 1) Junho chegou com seu vento cortante, e o mar vestiu-se de tom cintilante, mas dentro do peito permaneceu acesa, a chama dos sonhos e sua beleza. (estrofe 2) As manhãs surgiam cobertas de neblina, escondendo ao longe a linha cristalina, porém meu olhar seguia a procurar, os horizontes que desejo alcançar. (estrofe 3) As árvores curvavam-se ao vendaval, num espetáculo sóbrio e natural, e ensinavam, em silenciosa lição, que firmeza também nasce da pressão. (estrofe 4) O frio tocava a pele com rigor, mas não diminuía meu fervor, pois há desejos que a estação, não consegue prender em sua prisão. (refrão) Ondas de junho, inverno e calor, frio nas águas, sonhos com ardor, meus desejos continuam a navegar, e nenhum inverno pode os congelar. (estrofe 5) Vi uma fogueira brilhando ao entardecer, desafiando a noite a escurecer, e nela encontrei uma inspiração, sobre esperança e determinação. (estrofe 6) As gaivotas cruzavam o céu cinzento, sem interromper seu movimento, lembrando que a perseverança fiel, continua voando além do véu. (estrofe 7) A chuva bordava círculos sobre o mar, como versos difíceis de decifrar, mas cada gota em sua melodia, falava de renovação e travessia. (refrão) Ondas de junho, inverno e calor, frio nas águas, sonhos com ardor, meus desejos continuam a navegar, e nenhum inverno pode os congelar. (estrofe 8) Nas dunas ouvi o vento assobiar, canções antigas vindas do além-mar, e percebi naquela sonoridade, a força discreta da continuidade. (estrofe 9) As estrelas surgiram sobre a amplidão, como brasas suspensas na escuridão, recordando que a esperança fiel, continua brilhando além do céu. (estrofe 10) Agora abraço junho em sua verdade, com seu frio, sua força e serenidade, pois os sonhos que aprendi a guardar, continuam vivos a me impulsionar. (ponte) Lamento os dias em que deixei esfriar, os desejos que nasceram para brilhar, quando permiti que a desilusão, apagasse o fogo do coração. (refrão) Ondas de junho, inverno e calor, frio nas águas, sonhos com ardor, meus desejos continuam a navegar, e nenhum inverno pode os congelar. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho florescer, mesmo quando a tristeza vem aparecer, cultivo alegria, esperança e gratidão, e faço da vida minha celebração.