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"Entrada Real" – Versão Portuguesa

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Unidade preta, sem rosto, sem entrevista, só encosto. Favela pega – mas um vai, quando todos correm, tem quem cai. Máscara baixa, olhar de ferro, ninguém pergunta, mas tem que dar certo. Sem medalha, sem televisão – só respeito pra quem vai sem identificação. Chão molhado, chuva cai, bala canta, ninguém sai. Porta voa, parede cede, alvo marcado – ninguém mede. Bota pesada, rádio calado, ordem seca, ritmo fechado. Sem discurso, sem moral, só a missão – real, brutal. Máscara baixa, olhar de ferro, ninguém pergunta, mas tem que dar certo. Sem medalha, sem televisão – só respeito pra quem vai sem identificação. Sem repórter, sem jornal, só sangue no chão e fio no portal. Mas lá fora dorme uma criança, porque lá dentro ficou a esperança. Quem encara essa porra de novo? Quem desce o morro, de novo e de novo? Não por fama, nem por dinheiro – mas por um código verdadeiro. Sem aplauso, sem prêmio, sem flor. Só o próximo chamado, só mais dor. Mas irmão: eu vejo, eu reconheço. Pra vocês – entrada real, sem preço.