Estrofe 1 Diziam seguir o Cristo do amor, Mas erguiam tochas com ódio e rancor. Mulheres queimadas por falso temor, Na cruz do poder, sem nenhum pudor. Estrofe 2 Chamavam de bruxa quem era saber, Curava com ervas, ousava viver. Não viam em Cristo o dom de acolher, Usavam seu nome pra fazer sofrer. Estrofe 3 A fé se tornava instrumento de dor, Mistura de medo, machismo e terror. Esquecem que o Cristo foi protetor, De toda mulher, de todo valor. Refrão Jesus não mandou acender fogueira, Nem perseguir alma feiticeira. Ele curou, libertou com ternura, Fez do amor a mais forte armadura. Estrofe 4 E até hoje, o erro ainda arde, Contra o candomblé, o povo de Iemanjá. O preconceito nunca foi alarde, Mas queima em silêncio o direito de estar. Estrofe 5 Cristo não veio julgar nem ferir, Veio abraçar, restaurar e ouvir. Quem lança a pedra, não quer admitir: A fé que apedreja, só sabe mentir. Refrão Jesus não mandou acender fogueira, Nem perseguir alma feiticeira. Ele curou, libertou com ternura, Fez do amor a mais forte armadura.