
[Verso 1] No chão batido da escola sem nome Sentou-se um homem, caderno na mão O povo calado, com fome e com sede Mas nele brotava a libertação [Verso 2] Não era só ler, nem copiar Era enxergar o mundo, questionar Na sala pequena, nascia um olhar Que via além do quadro e do giz [Refrão] Paulo, palavra que voa Que planta esperança, que não deixa à toa Educar é um ato de amor É semear futuro com fé e suor [Verso 3] "Se a educação não for pra libertar O que será que ela veio ensinar?" Disse o mestre do povo, com calma e com garra No silêncio, fez-se uma enxurrada [Ponte] Não é decorar, é compreender Não é calar, é fazer florescer Do analfabeto ao doutor Todos aprendem com amor [Refrão] Paulo, palavra que voa Que planta esperança, que não deixa à toa Educar é um ato de amor É semear futuro com fé e suor [Final] E quando alguém disser que não dá Lembra do mestre e do que ele quis dar: Consciência, coragem e voz Pra que o saber seja de todos nós

