
Estrofe 1 Em maio a brisa canta em tua direção, E as flores se curvam em devoção, Pois tua ternura, tão natural, Transborda em graça sem igual. Estrofe 2 Do orvalho ao colo de uma anciã, A doçura em ti se faz irmã, Do tempo, do riso e do perdão, Que molda em ternura toda estação. Estrofe 3 És afeto em gesto, és paz na voz, Que embala o mundo e cura a foz Dos rios secos da humanidade, Com tua alma feita de bondade. Refrão Ó Deus, que bênção é a mulher, Teu toque nela é puro mistério e luz. Com dons que encantam o que se vier, É vida e amor o que ela conduz. Estrofe 4 Tua ternura é ponte entre gerações, Une filhas, mães, avós, corações. No silêncio ou no afeto sutil, Teu toque ameniza até o mais hostil. Estrofe 5 Teu jeito ensina à criação inteira, A força que há na alma verdadeira. No lar, no campo, na cidade em flor, Tua presença irradia puro amor. Estrofe 6 Em teu olhar cabe o universo inteiro, E em teus gestos mora um dom certeiro. Tua ternura é canto de redenção, Para o errante, guia e direção. Refrão Ó Deus, que bênção é a mulher, Teu toque nela é puro mistério e luz. Com dons que encantam o que se vier, É vida e amor o que ela conduz. Estrofe 7 Mesmo quando o mundo é ingratidão, Tu te doas sem esperar gratificação. É na tua calma que a paz germina, Como aurora em manhã cristalina. Estrofe 8 E mesmo idosa, tua luz não se apaga, A ternura em ti jamais se embriaga. És poema vivo, és verbo que aquece, Tua doçura é chama que nunca fenece. Ponte A todas que comigo andaram, com graça, Que me ensinaram, mesmo sem saber, Cada gesto vosso em mim se enlaça, E me faz melhor: viver, sonhar, crescer. Refrão Ó Deus, que bênção é a mulher, Teu toque nela é puro mistério e luz. Com dons que encantam o que se vier, É vida e amor o que ela conduz. Refrão Final Gratidão a ti, mulher de Deus e chão, Por deixar teu brilho guiar o mundo. Em meio à dor, manténs compaixão, E nos ensinas a amor mais profundo.

