
(estrofe 1) Há vidas negociadas na calada, há sonhos sequestrados sem perdão; e a dignidade, em correntes aprisionada, espera que alguém rompa a omissão. (estrofe 2) Pessoas somem por estradas sem destino, promessas falsas escondem exploração; quem busca um novo rumo em seu caminho pode encontrar cativeiro e humilhação. (estrofe 3) Há crianças que perderam seus brinquedos, há mulheres submetidas à violência; há trabalhadores aprisionados pelo medo, e famílias separadas na impotência. (estrofe 4) Se a Igreja fecha os olhos ao sofrimento, porque há outras prioridades para atender, o silêncio também pesa como instrumento que deixa a vítima sozinha a padecer. (refrão) Não basta proclamar que a vida é sagrada, se a liberdade humana fica sem defesa; a fé precisa agir pela pessoa explorada, e enfrentar o tráfico com coragem e firmeza. (estrofe 5) Provérbios manda a voz levantar por quem não pode seus direitos defender; não basta ouvir o grito e lamentar, é preciso agir para o abuso interromper. (estrofe 6) Há sinais escondidos no cotidiano: documentos retidos, ameaça e vigilância; quem reconhece a exploração do ser humano não deve transformar suspeita em indiferença. (estrofe 7) Não se exige que a Igreja seja polícia, nem que investigue sem preparo ou proteção; mas pode acolher, denunciar com prudência e encaminhar a vítima à rede de proteção. (refrão) Não basta proclamar que a vida é sagrada, se a liberdade humana fica sem defesa; a fé precisa agir pela pessoa explorada, e enfrentar o tráfico com coragem e firmeza. (estrofe 8) Que a comunidade aprenda a reconhecer quando uma promessa esconde dominação; e ajude quem precisa a se proteger, sem culpar a vítima pela exploração. (estrofe 9) Que a denúncia encontre portas abertas, que a vítima tenha abrigo e proteção; que as redes de cuidado estejam despertas, e a justiça alcance quem lucra com a opressão. (estrofe 10) Que nenhum projeto valha mais que uma vida, nem a imagem institucional cale a verdade; que a pessoa explorada seja acolhida, e a fé se transforme em solidariedade. (refrão) Não basta proclamar que a vida é sagrada, se a liberdade humana fica sem defesa; a fé precisa agir pela pessoa explorada, e enfrentar o tráfico com coragem e firmeza.

