
[Intro: Spoken Word Gossip] [Vozes masculinas na calçada, eco de lata vazia, passos rápidos] — "Olha lá a puta..." — "Todo dia um macho diferente no carro, viadinho sem vergonha." [Passos param secos. Silêncio absoluto] [Voz masculina límpida, microfone colado na boca, tom de deboche entediado] Puta não, bebê... Puta emite nota e cobra caro. Eu FODO de graça pelo esporte. E se a memória de vocês dois tá curta... É só passar lá no meu quarto mais tarde pra chupar o meu pau de novo [PAUSE] Vocês lembram o caminho. [Risada curta, nasal, desdenhosa] [Drop Violento: 808 distorcido rachando a caixa, caixa seca de metal] [Verse 1: Fast Cadenced Flow, dístico cortante] Teu catecismo é traça comendo papel mofado. Quer me ditar conduta com o rabo engatilhado? Cospe moral no culto, baba saliva santa, Mas quando a noite desce, é no meu PAU que engasga e canta. Eu não sou erro de cálculo, nem glitch de ocasião: Sou o dente podre caindo da tua oração. Abaixa a cabeça, engole o latido, aceita o castigo: Tua masculinidade fede a manual vencido. [Pre-Chorus: Aceleração sincopada, palmas secas, tensão pura] Junta o dízimo, lambe o asfalto, Late de longe que eu miro do alto. Coleira curta, frouxo na guia, Ajoelha na frente da minha heresia! [Corte seco de áudio - 0.5s] [Chorus: Explosão de Estádio, coro andrógino agressivo + rosnados rítmicos] Late mais alto, cadela, que o trono é meu! Chora no escuro o pecado que te corrompeu! A tua rédea tá firme na palma da minha mão, Engole o choro, lambe o osso, beija o meu chão! Vocês cospem veneno pra não confessar: Que sonham com a porra do meu corpo sem poder tocar! Cospe esse veneno pra disfarçar a febre: Ajoelha, engole a seco e me obedece! Late mais alto que do topo eu não te escuto NÃO: Teu manual tá morto e a cadelinha ta na minha mão [Verse 2: Talk-singing lascivo, quase ASMR, baixo elétrico frito] Tu chama essa marca no peito de culpa e pecado... Eu chamo de troféu de quem te deixou arrombado. Deve ser uma merda passar a semana inteira Trancado na sacristia, gemendo na minha coleira. Tua brotheragem de academia não engana o espelho: Na sauna tu treme, no sigilo tu vem de joelho. Respira, canalha... Não engasga com o freio antes da hora. [Bridge: Cabaret Trap, tensão dramática, voz masculina crua e aveludada] O teu amigo macho... aquele do peito estufado? Que posa de touro no teu churrasco furado? Pois é. Ele chora bonito quando me pede mais... [Pausa sarcástica] E o fato de eu mandar nele... te deixa EXCITADO, né rapaz? [Vidro quebrando com estalo seco / Drop colapso] [Chorus: Potência máxima, coro gospel profano em uníssono] Late mais alto, cadela, que o trono é meu! Chora no escuro o pecado que te corrompeu! A tua rédea tá firme na palma da minha mão, Engole o choro, lambe o osso, beija o meu chão! Vocês cospem veneno pra não confessar: Que sonham com a porra do meu corpo sem poder tocar! Cospe esse veneno pra disfarçar a febre: Ajoelha, engole a seco e me obedece! Late mais alto que do topo eu não te escuto NÃO: Teu manual tá morto e a cadelinha ta na minha mão [Outro: Chopped & Screwed, 70 BPM arrastado, fumaça e cinzas] Validade vencida, boneco de plástico. Continua latindo pro abismo. [Som metálico do isqueiro Zippo fechando: CLACK] Eu sou o incêndio, não o fósforo. Apaga essa luz. A festa acabou. [Som de porta batendo, trancando, e risada seca se esvaindo]


