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Primeiros Descaminhos e Interseções

Ah, quando a hora passa e você fica pra trás, O relógio ri, o destino se desfaz. Mas às vezes um descaminho te põe no lugar, Que a vida, sorrateira, queria te mostrar. Era agosto no calendário, calor na estação, Cheguei atrasado pra seguir o coração. O portão da USP fechado, sonho escorregou, Mas outro caminho, na esquina, me chamou. Na Oswaldo Cruz, o destino me esperava, Com rostos e histórias que a vida guardava. Ali conheci Ney, um elo improvável, E no futuro, Ana, o amor inquestionável. Ah, os descaminhos que a vida desenha, Transformam os planos, mudam a senha. O que parecia um tropeço sem fim, Abriu o caminho que levou você pra mim. De um penúltimo lugar, entrei por um fio, A faculdade abriu portas no desafio. Na turma, Ney, com sua amizade sincera, Um primo distante, o destino já era. Visitas ao Vaz de Lima, conversas ao acaso, A vida trançava fios no seu compasso. E foi no Guarujá, na beira do mar, Que Ana apareceu, um farol a brilhar. Ah, como entender os caminhos do viver? Um erro, um atraso, algo a se perder. Mas a vida é sábia, e sabe te guiar, Pelas curvas e descaminhos que te fazem chegar. Ah, os descaminhos que a vida desenha, Transformam os planos, mudam a senha. O que parecia um tropeço sem fim, Abriu o caminho que levou você pra mim. Nem todo caminho é reto, nem todo erro é vão, Pois nas interseções, encontrei minha razão. Entre descaminhos, dores e emoção, Ana, meu amor, você foi a direção.