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A VENDA DE INDULGÊNCIAS 2

Estrofe 1 No altar dourado, a moeda soava, E o povo cansado, em fila rezava. Por bênção ou céu, vendia-se o bem, Esquecendo a cruz, de amor que convém. Estrofe 2 Pecados lavados com ouro em mão, Comércio da fé, sem compaixão. A graça que Cristo nos deu de graça, Foi posta à venda como trapaça. Estrofe 3 Martelo bateu na porta da ilusão, E Lutero gritou com firme oração: “Não se compra Deus, nem seu perdão!” Mas a igreja seguiu sua ambição... Refrão A graça é dom que não se vende, É amor que o Espírito acende. Cristo é justiça, não vaidade, E nunca cobrou pela verdade. Estrofe 4 Jesus lavou os pés do irmão, Não exigiu ouro em doação. Mas o templo impôs cobrança e taxa, Enquanto o pobre na fila se esfacela e esvazia a caixa. Estrofe 5 Indulgência virou mercadoria, A cruz se escondeu na burocracia. Mas quem segue o Cristo de Nazaré, Reparte o pão com amor e fé. Refrão (repetição) A graça é dom que não se vende, É amor que o Espírito acende. Cristo é justiça, não vaidade, E nunca cobrou pela verdade.