
A Gata Vadia e a Erva-Gateira
[Intro — riff de guitarra eléctrica curto, batida hip-hop, palmas, um miado desafiador] [Verso 1 — flow rítmico, quase rap] Domingo de agosto, mas o frio é real Chove na Foz, o céu é um jornal Ela chega da rua com o pelo a pingar Entra em casa como quem manda no lugar [Verso 2 — continua o flow] Alguém traz a erva, "toma lá, minha jovem" Todos à espera do show que ela nos deve A bola de papel rola no tapete Ela cheira devagar — sem promessa, sem chavete [Pré-refrão — bateria a crescer, guitarra a entrar] Um, dois, três... o mundo prende a respiração! [Refrão — guitarra eléctrica + palmas + call-and-response, grande] (Vem ver!) A gata vadia não se rende a nada! (Vem ver!) Cheira a erva-gateira e fica descontraída! Não roda, não salta, não perde o rumo, Quem manda em si é ela — no domingo, no mundo inteiro! [Verso 3 — flow rápido] Lá fora a chuva continua a bater Ela escolhe o tapete, prefere dormir Um bocado de erva não muda quem ela é Vadia por dentro — dona da sua lei [Refrão — repete, tudo a cantar junto] (Vem ver!) A gata vadia não se rende a nada! (Vem ver!) Cheira a erva-gateira e fica descontraída! Não roda, não salta, não perde o rumo, Quem manda em si é ela — no domingo, no mundo inteiro! [Ponte — solo de guitarra curto + sample de miau] Rock ou hip-hop, ela não escolhe um só, É livre em qualquer batida — essa é que é a lei! [Outro — tudo junto, final forte a desacelerar] Domingo de agosto, frio a fingir, A gata vadia — sempre a decidir! Miau!


