
(estrofe 1) No silêncio encontro direção, Mais que respostas, sinto a lição. Deus fala sem voz, em quietude, Revela amor na plenitude. ... (estrofe 2) A alma aprende a se aquietar, A confiar sem precisar provar. O tempo suspenso se torna altar, Onde Sua vontade vem me guiar. ... (estrofe 3) Não é ausência, mas outra linguagem, Um modo divino, profundo e selvagem. O silêncio é voz que me ensina a ver, Que Deus governa, mesmo sem dizer. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (estrofe 4) Quando espero e nada escuto, O coração aprende o absoluto. Que mais que pedidos, o que Ele quer, É formar em mim um viver de fé. ... (estrofe 5) Na quietude Seu rosto percebo, Mais fundo que tudo que eu almejo. O silêncio sagrado me faz compreender, Que Seu amor é maior que o meu querer. ... (estrofe 6) Ao me calar, descubro tesouro, Não só resposta, mas brilho de ouro. Que a paz divina desce e se faz, Mesmo sem voz, em perfeita paz. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (estrofe 7) Assim aprendo a descansar, Na soberania do Seu olhar. O silêncio revela Seu santo querer, Que tudo governa com grande poder. ... (estrofe 8) Na linguagem oculta do Seu amor, Descubro sentido, encontro sabor. Que nem sempre é som, mas é presença, Que firma a vida em plena confiança. ... (ponte) Obrigado, Senhor, por me ensinar, Que o silêncio também sabe falar. Não me dás o que não sei pedir, Mas em Teu amor aprendo a ouvir. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (refrão final) Assim também guia todo irmão, Com gestos de amor e de proteção. Nega pedidos que ferem o mundo, E mostra um cuidado fiel e profundo.

