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Acerto de Contas

V3.5

AAcerto de contas, Acerto de contas . Você colhe o que planta Pode acreditar, desacredita não, pode pá. Olho por olho, dente por dente Quem vive de passado, não vive o presente. Sem ideia, sem procede, pode crê. O bagulho foi loco, pararam os carros já sentando o aço. Uma freada brusca, uma luz vermelha que se acende mano se é loco, o X9 foi deixado como despacho. Estavam alucinados, foi tiro pra todo lado Os moleques corriam das balas perdidas Se protegiam das balas que zumbia Acerto de contas, Acerto de contas Olho por olho, dente por dente Aqui está o seu presente . Truta! O corpo estava enrolado em arrame farpado Mano! Deixaram na encruzilhada, todo machucado. Vixii! Foi só Rajada, as balas zumbiam, tinha que ver Pode crê, vários tiros, vários estopins, era fogo sem fim. Crianças chorando tentando se proteger . Pode pá, pode acreditar, foram covardes, sim. Encapuzados e sem dó, na régua a base de pó. Ao som do baixo que solava Se liga no som que rolava: Acerto de contas, Acerto de contas Olho por olho, dente por dente Não desacredita não, é um bote de serpente. Algo quente me acertou, que dor! Senti o meu sangue escorrendo e um calor. Fudeu! Logo pensei, fui alvejado. Entre o céu e o inferno, vou ver Deus ou o Diabo. Que treta foi é essa jão? O maluco comemora sem perdão. Não tem desculpa, acho que chegou o meu fim. Tento levantar, mas a vingança é uma sede sem fim. Acerto de contas! Acerto de contas! Penso , chegou o meu fim. Sinto medo, sinto sim A minha vida como um filme passa por mim. São tanto inimigos que fiz, não sei quem são Vários malucos encapuzados cheios de razão Cheio de ódio no olhar, armados e possuídos Assim se aproximam de onde estou caído. Acerto de contas! Acerto de contas! Penso, chegou o meu fim. Sinto medo, sinto sim A minha vida como um filme passou por mim. Mas não desisto, não pode ser o meu fim. Não sei a razão e o motivo, já estão perto de mim. Que crime cometi, não imploro e acho pouco Tudo que você quer eu quero em dobro. Uma arma uma sombra e tudo se escurece Um disparo e o coração se estremece. Tampando a luz que vinha do poste A sombra aponta uma arma pra mim Da sombra o disparo de fogo Alvejou mais uma vez o meu corpo A dor já está anestesiada Uma luz, uma escada Acerto de contas, acerto contas Acordo e percebo, que era tudo um sonho E que a música vinha do rádio que disparava A música do rádio como alarme. Ufá! que susto, foi tudo tão real Mas quem não deve não temer Mas diante da morte, todo valente vira crente . Assim é a vida, é um sopro, essa noite foi só um pesadelo Aproveita esse novo dia, não desista ou entre em desespero Deseje um acerto de contas, com tudo que está almejando Faça o bem, faça o certo pelo certo, Para não ser alvejado