
(estrofe 1) Teu olhar veio feito alvorada, trazendo calor e claridade. Meu mundo era sombra calada, hoje é verbo, presença, verdade. (estrofe 2) Nossos passos, juntos, no tempo, escrevem mais que poesias. São tijolos no firmamento de uma casa feita de alegrias. (estrofe 3) Não vivemos só de sentir, mas de plantar e cultivar. É história que insiste em sorrir, em cada gesto de amar. (refrão) O amor virou chão e comida, virou canto, silêncio e mão. É ponte entre dor e guarida, é vida que pulsa em paixão. (estrofe 4) Em teus braços, eu entendo o que os livros não disseram. Com tua voz, vou aprendendo os segredos que nunca me deram. (estrofe 5) Não é conto, nem fantasia: é luta, perdão e ternura. É amor que vence a ventania com raízes na candura. (refrão) O amor virou chão e comida, virou canto, silêncio e mão. É ponte entre dor e guarida, é vida que pulsa em paixão. (estrofe 6) Cada dia, recomeçamos, sem script, nem pretensão. Nos erros também nos amamos, porque o amor é construção. (estrofe 7) E se o mundo virar cinza e fim, seremos lume e recomeço. Nosso amor não tem um fim, ele é o próprio começo. (refrão) O amor virou chão e comida, virou canto, silêncio e mão. É ponte entre dor e guarida, é vida que pulsa em paixão.

