
(estrofe 1) No meio da estrada repousa calada, Uma pedra moldada pelo existir, Enquanto a jornada segue apressada, Ela permanece a tudo assistir. (estrofe 2) Já viu muitas chuvas varrerem o chão, E ventos antigos varrerem o vale, Mas firme conserva na própria extensão O peso sereno do tempo que vale. (estrofe 3) Pés já passaram em longa jornada, Carroças, viajantes, passos de fé, E a pedra guardou na pele gastada Os ecos da história que o tempo tece. (estrofe 4) Não corre com pressa nem busca destino, Mas cumpre o silêncio de testemunhar, Pois mesmo parada no mesmo caminho Ensina aos passos a arte de andar. (refrão) Ó pedra que guarda segredos do chão, Resiste ao vento, resiste ao luar, Quem aprende contigo a firme lição Descobre a coragem de perseverar. (estrofe 5) O sol já pintou sua face de cobre, A chuva gravou sua música fria, E cada estação lentamente descobre Que a força tranquila também é poesia. (estrofe 6) Às vezes tropeçam os passos cansados, Que a veem como obstáculo a evitar, Mas quem olha fundo nos dias passados Percebe que ela também quer ensinar. (estrofe 7) Pois toda barreira que surge na trilha Pode ser ponte para compreender Que o mundo amadurece quem se humilha Para novas formas de aprender. (refrão) Ó pedra que guarda segredos do chão, Resiste ao vento, resiste ao luar, Quem aprende contigo a firme lição Descobre a coragem de perseverar. (estrofe 8) No tempo profundo da terra paciente, Foi rocha imensa, montanha ancestral, Hoje é memória discreta e presente Na curva simples do caminho rural. (estrofe 9) Talvez um viajante a leve consigo, Talvez continue onde sempre ficou, Mas mesmo esquecida no pó antigo Sua história silenciosa ecoou. (estrofe 10) Assim segue firme no campo da vida, Testemunha muda do tempo que vem, Mostrando que a força mais escondida É permanecer quando tudo vai além. (refrão) Ó pedra que guarda segredos do chão, Resiste ao vento, resiste ao luar, Quem aprende contigo a firme lição Descobre a coragem de perseverar.
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