
(estrofe 1) Disseram que a fé rompia o próprio sangue, Quando a espada calava o coração; Mas teu Filho jamais fez do amor um mangue, E transformou o perdão em vocação. (estrofe 2) Contaram que irmãos podiam tornar-se inimigos, Em nome de um zelo sem compaixão; Mas tu fizeste dos laços antigos Um campo fecundo de reconciliação. (estrofe 3) A religião vestia mantos severos, Erguendo barreiras na própria família; Mas Cristo colheu os afetos sinceros, Como o jardineiro cultiva a flor que auxilia. (estrofe 4) Vi o medo ocupar antigos lares, Separando pais, filhos e irmãos; Mas tua presença refez os altares, Unindo em amor os corações. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais ordenarias matar por motivo de religião. Jesus chamou todos ao arrependimento, e nele encontrei O Deus que vence o ódio pela reconciliação. (estrofe 5) Quando os discípulos pediram fogo do céu, Contra os que recusavam tua voz; Tu repreendeste o impulso cruel, Escolhendo permanecer entre nós. (estrofe 6) A verdade jamais teme perguntas, Nem necessita vencer pela dor; Ela floresce em almas conjuntas, Conquistadas pelo eterno amor. (estrofe 7) Nem pai, nem mãe, nem filho querido, Perdem teu olhar de compaixão; Pois quem parece distante ou perdido Ainda cabe em teu coração. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais ordenarias matar por motivo de religião. Jesus chamou todos ao arrependimento, e nele encontrei O Deus que vence o ódio pela reconciliação. (estrofe 8) Não levantaste muralhas entre parentes, Nem fizeste da fé uma divisão; Preferiste formar novos ambientes, Onde a graça supera a acusação. (estrofe 9) O amor percorre silencioso a estrada, Sem exigir vitória sobre um irmão; Pois tua justiça jamais foi edificada Sobre o sangue da separação. (estrofe 10) Hoje compreendo teu santo chamado: Ganhar pessoas, jamais destruí-las; Teu Reino cresce lado a lado, Curando famílias e reconstruindo vidas. (ponte) Quanto tempo pensei que defender tua honra exigia romper vínculos de afeto, Como se a fidelidade ao céu dependesse de negar a própria compaixão. Hoje reconheço que confundi intolerância religiosa com verdadeiro zelo e reto afeto, Pois em Jesus descobri que tua glória consiste em reconciliar até os corações mais divididos pela religião. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais ordenarias matar por motivo de religião. Jesus chamou todos ao arrependimento, e nele encontrei O Deus que vence o ódio pela reconciliação. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de eterno amor; Jamais dividirás uma família pelo terror. Deus conosco, fonte de graça e favor, Cujo Reino reúne os filhos no perfeito amor.

