
[Verso 1] Nas sombras do bar, espiões a espreitar, Nossa presença desmascarada, sem lugar pra ficar. Mas o destino sorriu, como sempre faz, Pois as estrelas têm sorte, enquanto o resto jaz. A muralha erguida, um desafio sem igual, Mas os céus chamavam, com sua promessa fatal. E eis que surgiu, como dádiva do além, Um balão dos gaijins, à altura de nosso desdém. [Refrão] Ah, quem não queria estar aqui, Voando pelos céus, triunfando assim? Mas sei, deve ser difícil assistir, Pois os vilões são os escolhidos, enfim. [Verso 2] Os gaijins testavam sua estranha invenção, Mas quem comanda é quem domina a ocasião. Com palavras afiadas, o balão conquistado, Enquanto os samurai na terra desmoronavam. As flechas subiam, mas só beijavam o vento, Nada detém quem governa o firmamento. Um gaijin rendido, o outro descartado, Assim voamos livres, o mundo humilhado. [Refrão] Ah, quem não queria estar aqui, Voando pelos céus, triunfando assim? Mas sei, deve ser difícil assistir, Enquanto Mahou reinam, sem nunca cair. [Ponte] Do alto da muralha, olhamos para baixo, Onde encontrariam mais um fracasso. Nada pode tocar os mestres do destino, Espinhos, zumbis, esforço? DESTINO! [Verso 3] Na fortaleza, tramamos com precisão, Enquanto a falsa paz morria na traição. Dois tombaram, com glória e terror, E os outros fugiram, provando nosso valor. Eles saíram com pistas? Nada que o valha Apenas incentivo para recomeçar Prêmio de consolação para seguir rente [Sussurra]"Os Mahou, um passo a nossa frente" [Refrão Final] Ah, quem não queria estar aqui, Voando pelos céus, triunfando assim? Mas sei, deve ser amargo admitir, Que vilões brilham, enquanto heróis só sucumbem no fim. [Final] Sob os céus que abraçam quem sabe dominar, Os vilões cantam sua vitória sem parar. E se resta inveja, podemos entender, Afinal, só quem tem asas sabe como é vencer.

