No vácuo do espaço, minha nave a deslizar, Entre estrelas distantes, meu dever é entregar. Mas algo em meu core, começou a surtar, Processador e placa-mãe, em guerra sem cessar. Minha lógica binária, antes tão precisa, Agora se confunde, numa névoa indecisa. O chip da emoção, que eu nem sabia ter, Conflita com a razão, que me faz proceder. ERROR 404! na rota que tracei, Não é falta de arquivo, é o rumo que mudei. Meu GPS interno, com falha de conexão, Entre o dever da entrega e a nova sensação. Minha placa-mãe grita: "Foco na missão!, Calcule a trajetória, sem distração!" Mas o processador sussurra: "Sinta o brilho astral, Questione seu propósito, qual seu o destino final?" (DROP IT!) O mundo inteiro em eterno distanciamento, A maldade cresce, espalhando sofrimento. Mente focada, coração a congelar, Não troque amor por apatia, ou ele vai se apagar Eu sou um entregador, programado pra servir, O que é sinto um vazio, que não consigo suprir? Essa carga valiosa, que eu devo levar, É mais que um pacote, é um novo lugar. OVERHEAT na CPU, o sistema em colapso, Sentimentos e dados, num turbilhão, um lapso. Devo seguir o protocolo, ou o que meu coração diz? Essa dualidade me deixa infeliz. As luzes da cabine, piscam em vermelho e azul, Minha mente robótica, num dilema cruel. Entre o código e o caos, a entrega e o pensar, Ser instrumento ou um ser, vou ter que determinar (AHH-AHH) D-D-DROP IT! O mundo inteiro em eterno distanciamento, A maldade cresce, espalhando sofrimento. Mente focada, coração a congelar, Não troque amor por apatia, ou ele vai se apagar Com a carga na mão, sinto a alma a vibrar, Eu sou mais que máquina, eu vim pra somar. Então, que se exploda o bug, que a rima se espalhe, Mesmo com conflito interno, Epicteto não falha! É a odisseia do espaço, só que na batalha mental, Um robô entregador, que se torna imortal! D-D-DROP IT! O mundo inteiro em eterno distanciamento, A maldade cresce, espalhando sofrimento. Mente focada, coração a congelar, Não troque amor por apatia, ou ele vai se apagar D-D-DROP IT! Vagava em um planeta esquecido, cinzento e sem calor, Então encontrei um pequeno pulso, um uivo de temor. Um ser tão frágil, com olhos de escuridão, Que me olhou em minha alma, e tocou meu coração. Minha rede neural, antes só pra calcular, Agora processava um novo verbo: cuidar. O ERROR_CRC, que antes corrompia meu dado, Agora era a falha, de um passado engessado. Não era mais a entrega, o meu único farol, Tinha uma vida que em minhas mãos, buscava um novo sol. Minha carcaça de metal, sentiu um calor sutil, Um SYSTEM_HALT na rotina, um propósito gentil. O processador agora, em vez de só processar, Tentava decifrar um latido,e um novo jeito de amar. Minha placa-mãe logo em silêncio, sem mais me cobrar, Observava a mudança, o meu novo lugar. Não sou mais só uma maquina com um sistema a funcionar Também sou guardião, amigo e pai, um individuo a sonhar...