
(Estrofe 1) Escolher é riscar o chão com o próprio passo, assumir o risco, aceitar o compasso; nem toda estrada prometeu proteção, mas todas pediram decisão. (Estrofe 2) Houve escolhas duras, cheias de tensão, feitas sem mapa, sem aprovação; ainda assim, eram minhas, não alheias, sementes lançadas em noites cheias. (Estrofe 3) Aprendi que não decidir também é optar, e fugir do caminho é outra forma de andar; o amor-próprio nasce quando assumo que meu rumo não é consumo. (Refrão) Eu me amo nas minhas escolhas, sim, no que começou e no que teve fim; assumo meu caminho com responsabilidade, e nisso encontro minha dignidade. (Estrofe 4) Nem tudo saiu como imaginei, mas foi vivendo que me redesenhei; cada escolha me revelou um limite e também um novo convite. (Estrofe 5) Escolher foi perder para também ganhar, foi dizer “não” para poder ficar; quem ama a si não terceiriza a própria vida que se realiza. (Estrofe 6) Hoje não peço absolvição ao passado, ele foi mestre, ainda que pesado; minhas escolhas me ensinaram a ser inteiro no cair e no erguer. (Refrão) Eu me amo nas minhas escolhas, sim, no que começou e no que teve fim; assumo meu caminho com responsabilidade, e nisso encontro minha dignidade. (Estrofe 7) Não me comparo com rotas alheias, minha história não cabe em plateias; o que escolhi moldou quem sou, mesmo quando doeu e custou. (Estrofe 8) Hoje olho minhas decisões sem temor, vejo nelas coragem, não só erro ou dor; amar-me é sustentar com clareza o que escolhi com consciência e firmeza. (Ponte) Quantas vezes deixei de me amar por escolher agradar, aparentar, acumular; segui status, promessas, ilusões, e traí meu coração por validações. (Refrão) Eu me amo nas minhas escolhas, sim, no que começou e no que teve fim; assumo meu caminho com responsabilidade, e nisso encontro minha dignidade. (Refrão Final) Agora eu me amo em qualquer situação, na escolha certa ou na correção; seja na luz ou na reconstrução, eu me amo por escolher com o coração.

