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GÊNESIS 27 - A BÊNÇÃO USURPADA 1

(Estrofe 1) Isaque estava velho, os olhos sem luz, Chamou Esaú e a bênção conduz. Pede caça e comida com gosto e sabor, Pois quer abençoar com seu último ardor. Rebeca escuta e logo prepara um plano, Chama Jacó e trama com engano. Vestido com pelos e cheiro de irmão, Jacó engana com fala e mão. (Estrofe 2) Isaque duvida, mas cede à fala, A voz é de um, mas a pele embala. Com vinho e caça que a mãe preparou, Jacó recebe a bênção que o pai destinou. Palavras de bênção, futuro e poder, Sem saber que ao outro iria doer. Logo Esaú volta e descobre a traição, Chora, suplica, mas recebe maldição. (Estrofe 3) Isaque treme, vê o erro profundo, Mas jura que a bênção já está no mundo. Jacó foge com medo da ira do irmão, Rebeca manda-o ao tio com precaução. Esaú jura vingança, coração em brasas, Semeia-se a dor nas futuras casas. A bênção, que devia ser sinal de amor, Vira fruto de astúcia, mágoa e rancor. (Refrão) Jacó enganou com fala e aparência, Recebeu a bênção sem consciência. Esaú chorou, clamando justiça, Mas colheu silêncio, dor e cobiça. (Estrofe 4) Essa história, marcada por disfarce, Revela o quanto o poder é uma face. Mas nem tudo narrado é vontade do céu, Pois Jesus veio e rasgou esse véu. Não é pela astúcia que Deus abençoa, Nem por engano que a verdade ressoa. A bênção do Reino é partilha e perdão, Não se herda com truques, mas com o coração. (Estrofe 5) Por isso, ao lermos o texto ancestral, Busquemos no Cristo a leitura final. Pois Ele é a luz que limpa os enganos, O centro da fé de todos os planos. Se a história narra falha ou opressão, É o Cristo que diz: "Isso é só tradição". Pois a Palavra só é divina e fiel, Se reflete o Cordeiro, servo e Emanuel. (Ponte para o último refrão) Entre Velho ou Novo, a chave do juízo É Jesus, o pobre, o pão, o sorriso. Se o texto não traz sua face e seu tom, É acréscimo humano, não vem do bom dom. (Refrão) Jacó enganou com fala e aparência, Recebeu a bênção sem consciência. Esaú chorou, clamando justiça, Mas colheu silêncio, dor e cobiça.