
A mulher chorava aos pés do Senhor, Lavando-os com lágrimas e perfume de amor, Jesus olhou e disse, com voz que liberta: “Teus pecados são perdoados”, a alma desperta. (estrofe 2) Não pediu confissão em voz de segredo, Nem padre, nem rito, nem medo, A graça fluía do coração compassivo, Que via no arrependido o filho cativo. (estrofe 3) Mas vieram teólogos com tinta e papel, Ergueram doutrinas, selaram o céu, Fizeram da culpa moeda e poder, E do perdão, algo a se merecer. (refrão) Jesus perdoava com simples olhar, Sem templos, sem tronos pra se confessar, O amor é o altar onde o perdão floresceu, E a graça não se compra, foi dom que Ele deu. (estrofe 4) Tiago ensinou: “Confessai-vos uns aos outros”, Não há senhores santos nem médiuns doutos, Mas irmãos curando irmãos com compaixão, Pela escuta sincera e o toque do perdão. (estrofe 5) Mas o medo vestiu-se de instituição, E o amor se tornou formal oração, A palavra que cura virou protocolo, E o silêncio do padre, um triste símbolo oco. (refrão) Jesus perdoava com simples olhar, Sem templos, sem tronos pra se confessar, O amor é o altar onde o perdão floresceu, E a graça não se compra, foi dom que Ele deu. (estrofe 6) Na cruz, entre dores, o perdão Ele ensinou, “Pai, perdoa-lhes”, o mundo escutou, Sem intermediários, nem liturgia, Mas o coração aberto em pura harmonia. (estrofe 7) A confissão verdadeira é luz no peito, Não rito imposto, mas arrependimento perfeito, Quem ama e perdoa já vive a redenção, Pois Deus mora em cada sincera confissão. (refrão) Jesus perdoava com simples olhar, Sem templos, sem tronos pra se confessar, O amor é o altar onde o perdão floresceu, E a graça não se compra, foi dom que Ele deu.

